September, 21

Insípido, cinza e cru.

Dizem que a última semana de Setembro é a chegada da primavera, onde as flores nascem, o mundo colori e as pessoas cativam sorrisos. Eu quero é que me provem!

Nunca vi dias tão insípidos, cinzas e crus como foram estes. O humor parecia estar pálido, as olheiras estavam maiores e aquele sorriso era um mero disfarce, que eu consegui carregar como um fardo. Nenhuma distração me fez renovar ao que eu era.

A intensidade dos atos virou exagero. A desculpa mal-planejada virou uma farsa. E as gargalhadas disfarçou a desilusão. A desilusão que me desabou. A desilusão que a vida bruta causou e que me deixou a mercê, de viver uma vida apenas no modo automático. Sem espaço para algo me cativar.

Eu sei que vou ficar bem, e que voltarei a escrever. Só preciso dos belos sonhos e novas criações para me inspirar. E que se for pra ficar iludido de novo que eu fica, mas desta vez, sem sofrer. Não quero voltar a esta era novamente, não quero. Sinto que esta nova estação que dizem, nunca chegou até a mim, ainda permaneço quase vivo, naquele mundo de inverno gelado, que sofro para resistir.


Dez dias depois…

Perdoe pela minha crise existencial. Eu bem sabia que um dia eu iria ficar bem, era só uma fase. Àqueles dias, cinzas por sinal, errei e fui injusto, eu sei. Preocupei com bobagens, ignorei os acertos e fui errando até chegar num ponto de ficar ilhado vendo apenas o tempo e a felicidade de alguns.

Mas estou de volta, ainda bem que voltei. E se me procurares, diga que estou em um outro extremo e feliz. Extremo no qual, não preciso de muitas coisas, apenas o necessário, aquilo que me faz sentir bem. Pode cair umas geadas, a gente sabe, mas o inverno já passou, e a primavera está agora presente, pronta para pegarmos os lápis e colorir tudo aquilo se passa em nossa mente.

Aquilo foi uma fase. Esqueça, por favor.