A Virtude Esquecida de Não Ter Vergonha: Nossa Jornada de corajosas crianças para tímidos Adultos

Imagine um parquinho de crianças. Estruturas de plástico vermelhas, amarelas e azuis. Crianças correndo sob tetos triangulares.

Uma criança não está brincando. Ela descansa em cima das barras de se pendurar, admirando o céu. Ela canta um música Francesa. As crianças de passam riem dela.

Eu não faço idéia como Faulkner chegou até o topo do brinquedo. E não sei como ele sabia uma música Francesa. Mas aquilo era o puro Faulkner.

Faulkner experimentou diferentes tipos de penteados. De penteado todo para trás a moicano … qualquer tipo que seu cabelo permitisse. Naturalmente, nossos colegas de sala provocavam ele. Aí, na manhã seguinte, ele apareceria com um belo mullet no cabelo e cumprimentaria seus provocadores com um sorriso. Como se suas opniões tivessem passado por ele sem deixar nenhum vestígio.

No colégio, eu trabalhei como salva-vidas durante as férias de verão. Faulkner trabalhou em diversos lugares como voluntário, lixeiro, limpando peixes e assistente de floricultura. As crianças zombavam de Faulkner, mesmo assim ele continuava sem dar a mínima.

Nós, eventualmente nos demos conta que o fato de Faulkner não se importar com as nossas opiniões não era uma fuga para sua insegurança. ele realmente não ligava, e isto era quase assustador. Nínguem implicou com o ele novamente.

Quando estávamos mais velhos, eu vi Faulkner subir no balcão de um bar lotado da faculdade. Pouco antes do segurança agarrar suas pernas ele gritou “Eu nunca vou encontrar outro amor, mais doce que você, mais doce que vocêêêêêêêêêê.” Faulkner olhou ao redor certo que nós nos juntaríamos a ele e foi por isso que fizemos. Eu nunca vi um bar cantar assim em toda minha vida.

Steven Faulkner era a pura extensão de seus valores, sem filtros por medo do que os outros pudessem pensar. E por essa razão, ele jamais poderia ter existido. Eu o inventei.

Então a questão é: Porque não existem pessoas como Faulkner?

Eu recentemente fui testado por um estranho no ônibus, ele me encarava sem parar. Ele tinha aproximadamente 2 anos. Esta criança tinha um olhar que penetrava minha alma, e ele claramente não estava nem aí para o que eu pensava sobre ele. Isto era inesperado. Olhei para o lado.

Quando bebês querem encarar você, a competição começa. Quando querem fazer barulho, eles gritam como se ninguém estivesse ouvindo. Quando eu era um bebê, eu queria ficar pelado. Talvez eu nunca tenha ficado tão tranquilo quanto na manhã de Natal quando eu corri pelado pelo corredor central da igreja, passei pelo padre, em direção a cadeira central. Eu bati na cadeira, e de quatro fiz uma rotação deixando minha bunda de frente para todos. E depois sentei ali como se nada estivesse acontecendo.

Crianças pequenas não ligam para o que pensam dela. Eles são bebês Faulkners. Não preciso dizer que, adultos são diferentes.

Um homem foi informado que estaria participando de uma apresentação sobre liderança. Ele chegou a sala de convenções do hotel e percebeu três coisas estranhas: a sala estava vazia, o teto era absurdamente alto e o carpete tinha cheiro de cigarro. Enquanto observava melhor o ambiente, percebeu algo que lhe deu uma pontada de medo: A sala estava enchendo de fumaça. Quanto tempo você acha que ele esperou antes de sair?

Em um estudo, 100% das pessoas testadas sairam em segundos.

Estão os pesquisadores fizeram outro teste mas com uma pequena mudança: Encheram a sala estava de pessoas que o homem do teste não conhecia e todos eles foram instruídos a ignorar a fumaça. 100% das vezes, algo como o seguinte aconteceu.

A fumaça preenchia a sala enquanto o homem olhava para os outros para ver suas reações sem parar. Pessoas começaram a tossir. Porque eles não estão saindo? A fumaça ficou tão densa que o homem mal conseguia enxergar as outras pessoas. Mesmo assim ele estava com medo de ser visto como “desesperado”. Então ele simplesmente sentou ali enquanto, em teoria, o prédio pegava fogo.

Em 1979 uma loja de departamento pegou fogo devido a um cabo elétrico danificado. Centenas de pessoas evacuaram a loja com segurança, mas não todos. Bombeiros acharam 10 corpos nos destroços, todos no restaurante da loja. Mas porque no restaurante? Acredita-se que eles simplesmente não queriam deixar o restaurante e estranhos acharam eles “muito apavorados”.

Quando chegamos a fase adulta, ligamos muito para o que os outros pensam de nós.

Mas talvez você seja uma excessão? Pense o seguinte.

A voz no ouvido

Você está dirigindo numa tarde de primavera, janelas abaixadas. A luz do sol entra pelo parabrisa. O rádio começa a tocar uma de suas músicas antigas favoritas. Mãos começam a batucar no volante. A cabeça se mexe. E a cada batida você canta mais alto.

Um cruzamento se aproxima e conforme você desacelera você percebe que existem pedestres para todos os lados. Você continua cantando com as janelas abaixadas?

Se você for como a maioria das pessoas, você sente um grande um impulso para não continuar. Como se alguém que o protege que você seja julgado, lhe falasse para parar.

Mas você não quer se sentir um covarde, então a voz suspira uma desculpa racional no seu ouvido.

“Você não é o tipo de pessoa que faz essas coisas por atenção”

A voz é o fardo

Minha prática de esporte favorita é correr dando sprints. Quando não há ninguém por perto, eu dou um sprint de 100 metros. Por um momento eu finjo ser o cara mais rápido de todos os tempos.

Quando existe alguém por perto? Eu faço como todos fazem, corro tranquilamente. E minha “voz” me diz “Muito bom John! Não tinha a menor necessidade de fazer aquele sprint. Você não precisa provar nada”

Parece bobo, mas esta preocupação extrema silenciosamente penetra em cada estrutura de nossas vidas.

Nós entramos em relacionamentos com o medo do que os outros irão pensar se ficar velho e solteiro. Nós passamos toda a nossa vida querendo ser um escritor e nunca escrevemos nada. Nós tomamos muitos desvios de nossos sonhos:

Eu sempre quis ter o meu próprio negócio. Mas a “voz” irá sempre atrasar este tipo de ação, e eu tinha uma das melhores. Eu estava muito próximo de iniciar um programa de dupla graduação por 5 anos. “Um grande CEO precisa ter muitas habilidades.” Eu trabalhei por 5 anos com consultoria em gestão. Eu passei anos pensando em idéias de negócios. Eu poderia ter tentado e falhado em 10 negócios durante este tempo e teria aprendido 1000 vezes mais.

Quando chega uma certa idade, eu acho que a voz não precisa mais ser criativa nas desculpas racionais. Simplesmente um “Você é maduro e não precisa provar nada para ninguém, incluindo você mesmo” é suficiente. Mas existe uma grande diferença entre não ligar para o que os outros pensam e desenvolver uma “maturidade” onde não arriscamos ser julgados.

Considere o seguinte: Se você acordasse amanhã sabendo que tudo que fizesse iria ser um sucesso, o que faria diferente? Falaria mais nas reuniões? Escreveria um novo capítulo do seu livro e enviaria para alguns amigos? Quando me pergunto isso vejo muito mais aventuras e muito menos desvios para aquilo que quero.

O Filósofo Chinês Lau-Tzu disse:

“Ligue para o que as outras pessoas pensam e sempre será prisioneiro delas.”

E a voz tem a chave para todas nossas celas. Então como nos livramos desta voz?

O nascimento da docilidade

O primeiro passo é descobrir de onde ela vem. Quando éramos muito jovem esta voz não existia. Você acha que ouvi a voz me avisar que correr pelado pela igreja iria fazer com que as pessoas me julgassem?

Humanos nascem com um desejo natural pelo prazer e aversão pelo dor, mas não temos idéia o que causa isto. Então quando criança, nós fazemos o que queremos e toda vez que encontramos prazer ou dor criamos uma ligação neural com o que causou aquele sentimento.

Vou me referir a estas ligações neurais como “lições”, porque de forma muito genérica é exatamente o que são.

Por exemplo, imagine uma criança chamada Molly. ela acredita que de fato é uma princesa. É o primeiro dia dela na escola, e ela tem as seguintes experiencias e lições:

  • Molly usa uma tiara, e as garotas zombam dela. Lição: Vestir roupas que chamem a atenção levam a dor.
  • Molly canta uma música no recreio and seus amigos riem dela. Lição: Cantar em público leva a dor.

Com essas lições, não é surpresa que Molly um dia se preocupe demais com o que as pessoas pensam de suas ações. E enquanto ela não se lembrar quando essas lições foram criadas, elas sempre estarão abaixo da superfície, um subconsciente empurrando ela em direção a conformidade. A voz nasceu.

Descobrindo o nosso cérebro

O melhor das conexões neurais é que podemos remoldar-las. Lembra quando a Molly aprendeu esta lição?

  • Molly canta uma música no recreio and seus amigos riem dela. Lição: Cantar em público leva a dor.

Quando a Molly adulta canta no seu carro no sinal vermelho, ela adiciona esta nova lição:

Molly canta no sinal e sente orgulho. Lição: Cantar em público leva ao prazer.

Agora temos um conflito, e a primeira lição no início tem um peso muito maior.

Mas conexões neurais são como hábitos rotineiros em nosso cérebro. Toda vez que agimos de acordo com elas estamos solidificando estes hábitos. Toda vez que ignoramos elas damos o primeiro passo para enterrar este hábito. Então toda vez que a Molly cantar em um cruzamento ela enterra sua conexão “Cantar em público leva a dor” e começa a criar raízes para a lição “Cantar em público leva ao prazer”.

Então podemos refazer nossas conexões neurais, mas porque iríamos querer isto? As pessoas irão continuar a julgar, certo?

Primeiro, devemos considerar que estudos mostraram que nós superestimamos de forma massiva o quanto as pessoas prestam atenção em nós. Achamos que o mundo gira ao nosso redor, mas todo mundo pensa que o mundo gira em torno deles. Então enquanto você está preocupado com quem o viu você tropeçar na rua, a pessoa vindo na sua direção está se imaginando muito rico e famoso. Como David Foster Wallace disse:

“Você ficará muito menos preocupado com o que as pessoas pensam de você quando perceber que elas raramente pensam em você.”

Segundo, nós pensamos que sabemos de tudo sobre um mundo que parece extremamente pequeno. Isto não poderia estar mais errado. A realidade é que olhamos o mundo pelos olhos de uma agulha. Nós somos uma pequena peça de algo infinitamente grande, desconhecido e majestoso. E quando olhamos nesta perspectiva, o que os outros pensam sobre nós simplesmente não importa.

Conclusão: O efeito onda de não ligar

Eu não estou te desafiando a abandonar os laços sociais que fazem de nós humanos. Por mais que fosse engraçado se todos nós corrêssemos pelados transando com estranhos na rua, Eu não sei se esta versão da humanidade teria feitos como a ida do homem a lua.

Toda pessoa dançando sem jeito envia ondas de permissão pela pista de dança. Toda relação complicada que saímos sem vergonha envia confiança para outros que passam pela mesma situação. Todo passo que damos em direção aos nossos sonhos fala para o outro que não tem problema em arriscar.

Então faça aquilo que deseja. Toda fez que o fizer, você vai criar um efeito onda. Faça isso regularmente e você enviará ondas e mais ondas de incentivo para todos.

Este texto foi traduzido/adaptado do texto original The Forgotten Virtue of Not Caring do escritor John Peterson, que gentilmente me permitiu traduzir seu texto para que esta mensagem pudesse ter um alcance ainda maior. Thanks John!

Espero que estas palavras tenham o mesmo efeito que tiveram comigo e que todos nós possamos enviar ondas para todos aqueles que tem seus sonhos reprimidos por medo de ser julgado.