Libertadores se sente

Acontece que não tem como não sentir o futebol. É apaixonante.

É difícil falar da situação política do país, falar do filme que estreia nessa semana nos cinemas, falar da crise econômica que estamos inseridos quando é semana de Libertadores da América. E mesmo que seu time não esteja envolvido, vai dar aquele frio na barriga de ver a competição que ainda mantém o futebol vivo em sua essência. Vai dar aquele arrepio quando a torcida começar a cantar e não parar por um segundo sequer, mesmo que seu time esteja sendo goleado.

Você vai sentir, e é natural, que está diante do maior espetáculo da Terra. É assustador o poder que o futebol tem de mexer com sentimentos. Da raiva do pênalti contra aos 2 minutos, ao êxtase do empate aos 44 do segundo tempo. Da angústia de não ter mais esperanças, à redenção com um gol em meio a fumaça em solo argentino.

Tudo que foge se imagina e, principalmente, o inimaginável, estão em uma Libertadores da América. Estádios encravados no meio do deserto, em montanhas, sem iluminação, arquibancadas de madeira, sinalizadores, festa, times sem expressão e times de grande tradição.A Libertadores é sim, o maior campeonato de futebol do Planeta. Não o mais bonito, nem mais moderno e muito menos, o mais organizado. Mas em termos futebolísticos, não tem nada que se compare à uma Libertadores da América.