ilusões nos permitem respirar
cada qual na sua cadência
uma perpétua forma de abdicar
o difícil pela aparência

como um pano depois de erguido
um piso oco, um chão fraco
a sujeira do óleo ungido
mentiroso feito um vidro opaco

um sem perfume, perfumadamente crível
assume, vitória, nada consternado
e num queixume surge o imprevisível
“Tu me deixas decepcionado!”

“Ha! Infeliz criatura!”
“Não caio mais; reino sobre mim!”
“Ha-ha-ha”, riu com ternura
“… pra um começo de história é preciso um fim.”

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