Eden, não estou dizendo que concordo ou discordo, creio que esse texto chegou até mim por obedecer ao menos uma das regras da viralização; a polêmica. E realmente me fez refletir sobre algo que muitos devem estar ainda digerindo e tem receio de expor sua opinião, pois como provar que você pode estar certo ou errado? Teria que pegar uma pilha bibliográfica publicada ano passado e uma base de dados boa para chegar a uma conclusão.
O ponto de vista exposto eu sempre defendi, inclusive Hellman’s já foi uma das marcas sob minha tutela em meus tempos de agência, mas agora reflito, estamos na era em que os números são rei, que o telejornal decide a pauta pela repercussão nas mídias sociais, que as marcas ainda são idealizadas por um time de elite formado na NYU ou LSE, mas que quando chegam ao mercado brasileiro é consumido por um público com outro background, que não compreende a mensagem da maneira como foi idealizada. Estaria certo a marca adaptar essa mensagem a cada mercado?
Ou estamos falando de uma minoria do público da marca, e de publicitários e Entusiastas das Mídias Sociais, que sequestraram o engajamento dela influenciando em sua personalidade? Penso que pode ser também uma transição no comportamento de gerações, tudo é consumido de maneira muito efêmera, não há preocupação com contexto. Vide nossas últimas eleições, notícias falsas foram amplamente compartilhadas sem nenhum critério. E essa pode ser a realidade para as marcas daqui pra frente, com o flood de informações.
Paralelamente vemos sites como Exame.com e BusinessInsider publicando artigos como “Veja os 5 supercarros do Justin Bieber”…