Sim, ele imita a vida

Foto: Bruno Cantini

Entendo os que não gostam, mas a frase do Nelson Rodrigues (ou Arrigo Sacchi) de que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas desimportantes, se provou tão verdadeira na noite de ontem. Para várias torcidas.

Quantas emoções, testes pra cardíacos e todos os clichês que cês quiserem colocar aqui aconteceram.

No jogo do Galo foi aquela loucura de sempre, tenso. Uma verdadeira estrada dos alpes bolivianos de sentimentos. Teve de tudo. Pênalti perdido, gol na reta final, toró e a glória no final.

O Galo tem se especializado em fazer argumentos para filmes norte-americanos sentimentais sobre superação, já tem bem uns 10. Agora, como bem disse o mestre Cândido , é expurgar um dos últimos fantasmas. O embate contra o ótimo time do Inter é o trauma que faltava jogar longe. Vai ser muito duro.

O Atlético, para a alegria dos secadores, sempre se encalacrou com o Inter, desde que comecei a acompanhar esse trem nos idos de 83. Quanta raiva já passei.

No outro jogo foi quando o futebol imita a vida. No clássico paulista, todos os dramas da vida moderna estavam lá, muito bem representados. Uma derrota para o arqui-rival. E de repente o time sai de uma chave e cai junto de todos os “times sensação” do torneio.

Era pra pegar o Galo do lado de cá, o corpo mole deu um adversário teoricamente mais tranquilo pro Corinthians, mas colocaram em seu caminho o Boca, o River, o Racing, o SP, os azuis. Só dor de cabeça.

Não tem jogo fácil pra ninguém, mesmo. E o campeonato que começa agora vai ser demais. Segura aí meu povo. E aos que não gostam do troço citado lá em cima, vem gente que o trem é bom demais!!!

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