Xuxa no mundo da masculinidade tóxica.
R. Bittencourt
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Eu vim do ES e sei bem como você se sente, pois passei por maus bocados nas terras capixabas justamente por não me encaixar nessa cartilha de homem que é homem. Eu já quis fazer teatro e, adivinhe o que me diziam: coisa de bicha. Balé? Bicha. Vai fazer design (vulgo brincar de desenhar e moda(???)), vocês já devem saber da resposta. Enfim, acho que tudo que não se encaixa num padrão da cidade toda, no caso da capital, era visto com maus olhos. O padrão é Malhar ou praticar jiu-jítsu e/ou MMA, ser cristão católico, estudar em uma das 5 escolas prestigiadas da cidade, Branco, cis, hetero, e outras coisas semelhantes. É uma constante luta contra uma cartilha invisível e, ao mesmo tempo, muito vibrante nos olhos dos que te julgam constantemente por se afastar, nem que seja por milímetros, do que eles estabelecem como o “certo”. E você ainda recebe o bônus de ser uma cidade pequena e em menos de 24 horas a notícia se espalhar mais que uma pandemia.

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