Hoje, infelizmente, só consigo ver pessoas privilegiadas fazendo terapia. Isso me deixa um pouco desacreditado. Já passamos por situações complicadas, como, por exemplo, perceber a importância da terapia na vida de uma pessoa, e ela precisar interromper o tratamento por dificuldades financeiras. Do lado de cá, fazemos de tudo para manter o paciente — flexibilizamos preços, formas de pagamento, adiamos datas de pagamentos, fazemos sessões livres ocasionalmente.
Porque a saúde mental ainda é “gourmetizada”?
Filipe Carvalho
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Excelente reflexão levantada. Parabéns pelo texto Filipe! Apesar de ser uma triste realidade no nosso país, a prática da psicoterapia ainda é vista e estigmatizada de uma forma que somente indivíduos com um certo poder aquisitivo podem aderir — e isso deve-se muito a partir do começo da psicanálise lá no séc. 19. Uma dica que vale à pena é sempre ficar de olho em sua respectiva cidade, locais que oferecem o serviço de forma gratuita, e com qualidade, através de ONG’s ou por iniciativas governamentais em parceria com o MIS/SUS, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), e até mesmo universidades que disponibilizam os departamentos de saúde e clínicas-escola para o atendimento na área psicológica. Ademais, iniciativas como o app http://www.redepsi.co/ ajudam a localizar profissionais da saúde mental também.

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