Jul 30, 2017 · 1 min read
Ampulhetado

Olho para a ampulheta, inerte.
Com seus grãos inertes
Como se paralisasse o tempo.
Mas a viro, esperando o caos:
O caos dos grãos se apertando confusos
Desesperados; aleatoriamente selecionados
Caótica, à observo
Com o cigarro nos dedos tremo, perturbado pelo caos.
Indignado e triste, fumo.
Sinto que cada grão se machuca em prol do tempo, apenas
Triste e Indignado, choro
E agora a ampulheta está de cabeça para baixo
Mas só até o ultimo grão passar.
E quando a calmaria voltar, com seus grãos e tempo inerte
Prometo vira-la de novo, de cabeça para baixo.
