Rafael Rocha
Jul 30, 2017 · 1 min read

Ampulhetado

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Olho para a ampulheta, inerte.

Com seus grãos inertes

Como se paralisasse o tempo.


Mas a viro, esperando o caos:

O caos dos grãos se apertando confusos

Desesperados; aleatoriamente selecionados

Caótica, à observo


Com o cigarro nos dedos tremo, perturbado pelo caos.

Indignado e triste, fumo.

Sinto que cada grão se machuca em prol do tempo, apenas

Triste e Indignado, choro


E agora a ampulheta está de cabeça para baixo

Mas só até o ultimo grão passar.

E quando a calmaria voltar, com seus grãos e tempo inerte

Prometo vira-la de novo, de cabeça para baixo.

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