Novos erros, novos acertos, vergonhas do passado e do presente

Há um tempo atrás, conversando com uma grande amiga, chegamos a conclusão que a vida é um eterno passar vergonha. Sim! diariamente passamos vergonha. Vergonha alheia, Vergonha de nos mesmos, vergonha de escrever um texto ruim, vergonha de atitudes do passado, vergonha da vergonha que sentiremos no futuro por atitudes que tomamos hoje.

Você leitor, se tem o mesmo senso crítico que eu, deve estar pensando: Oras, que vida chata! cheia de vergonha! Eu quero uma vida sem vergonha!

É aí que eu te digo que você se engana! Dada a percepção que a vergonha nos acompanhará sempre em nossas vidas, tratando a vergonha como uma verdade e realidade inerente a nossa existência, temos duas opções: — ceder e nos tolher de atitudes, de carinhos, de tropeços, de exageros, lutando contra esse sentimento e nos policiando para não agirmos de forma a despertá-lo, OU — aceitar! aceitar que vamos passar vergonha, que daqui dez anos (ou menos) vamos rir do nosso corte de cabelo, daquele nosso namoro capenga que achamos ser o amor de nossas vidas… a partir do momento que entendemos isso, que aceitamos essas vergonhas bobas como parte da vida, experimentamos certa liberdade e uma preocupação um pouco menos com o que vão pensar de nós. começamos a nos libertar, a nos permitir.

hoje minha cota de vergonha vai metade para esse texto, e metade para aquela mensagem que eu nao devia ter enviado, mas enviei. e a sua?