O que a PEC 241 nos ensina sobre storytelling
Fabio Penna
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Algumas considerações minhas sobre este texto:

  • A meu ver, o problema não é de quem elabora as histórias de um ou de outro lado, mas sim de um projeto mal redigido, com o intuito supostamente proposital de deixar pontos vagos e mal explicados, para futuramente serem deturpados sem ferir o (abstrato) projeto original. A falta de clareza é do projeto em si. No caso do storytelling, é como se duas agências recebessem um briefing mal elaborado e até mesmo contraditório, e em cima de um material incoerente tivessem que elaborar uma narrativa.
  • Ao comentar sobre o site “não a Pec 241", o seu ponto de crítica foi dizer que eles não propõem nada para resolver a crise brasileira. Mas claro: a proposta e o foco do site são impedir a aprovação da PEC. O atual governo não abriu margens para contrapropostas — tanto é que estão realizando o projeto como medida provisória, sem consultar a população sobre nenhum dos itens. No caso da educação, por exemplo, os zilhões de propostas e discussões de décadas por parte de profissionais da área foram ignorados, enquanto uma comitiva composta por um ator pornô (Frota) e jovens de direita que se dizem apartidários (MBL) é recebido com tapete vermelho no Ministério da Educação. Para que propor algo a um governo surdo, principalmente em uma hora dessas? O foco agora é derrubar a PEC.
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