Como economizar em games no Brasil.

5 alternativas para pagar um pouco menos!

Ser gamer no Brasil é difícil. O país ainda sofre com a falta de suporte de algumas empresas importantes (Nintendo, você mesma), mas o mercado vem crescendo exponencialmente e outras poderosas fabricantes já vem marcando território por aqui. O Xbox One da Microsoft lançou no Brasil no mesmo dia em que chegou às lojas nos EUA e por um preço que muitos até consideraram justo se comparado ao custo via importação. Já o PS4 só ganhou “versão brasileira” na segunda metade de 2015 e, apesar de bem mais caro que a concorrência, apresenta uma boa vantagem de preço em relação ao americano distribuído oficialmente (que custava R$4mil no lançamento).

Um item importante, no entanto, continua a subir de preço: JOGO!

Enquanto alguns títulos chegam no valor já intimidador de R$199,90, são cada vez mais comuns os títulos que rompem a barreira dos duzentos, com o recente Star Wars Battlefront quebrando todos os precedentes, sendo a versão simples vendida a R$299,90.

Com o dólar na vizinhança dos 4 reais, é difícil argumentar contra esse aumento de valor, já que o custo de “trazer de fora” muitas vezes tem superado o preço nacional, ainda que o valor em dólar continue o mesmo (U$59.90) por padrão desde a geração anterior.

Com cada jogo a mais de 200 reais e a economia desacelerada, o gamer brasileiro se vê num dilema cruel: como fazer para continuar jogando sem ir à falência e sem ter que escolher apenas UM entre tantos lançamentos?

Algumas alternativas existem e vamos listar aqui as mais populares, com prós e contras de cada uma delas.

Como fazer para continuar jogando sem ir à falência e sem ter que escolher apenas UM entre tantos lançamentos?

1Sites estrangeiros

Alguns sites americanos e europeus de games (eStarland.com, ShopTo.net e etc) enviam jogos para o Brasil com envio acessível. Embora essa alternativa não tem sido muito válida para lançamentos, cujo valor convertido rivaliza com o custo nacional, é muito comum encontrar jogos mais antigos em promoção, muito mais do que no Brasil.

Prós: Eventualmente o preço compensa. Alguns jogos que são difíceis de achar no Brasil.

Contras: Demora no recebimento (em média, de duas a quatro semanas), risco de taxação extra (a alfândega pode taxar a encomenda e o preço praticamente dobrar), risco de extravio (nem todos os sites oferecem seguro para o Brasil, já que o país tem fama de perder encomendas).

2Sites de Leilão

Cada vez mais populares, sites como o Mercado Livre e o eBay americano oferecem um grande leque de opções de preços e produtos. Através deles, é possível comprar tanto jogos novos, que normalmente regulam o preço com o oficial, com pequenas variações para baixo, quanto usados, que variam muito em valor e condição. Como esses sites trabalham com vendedores individuais e não estoque próprio, cada anúncio precisa ser avaliado com cautela e cada vendedor oferece suas vantagens e riscos.

Prós: É possível encontrar jogos com preços bons sabendo “garimpar”. Alguns vendedores importam em grande quantidade e conseguem assim reduzir o preço. Economia média de R$20 a R$30 em lançamentos “lacrados”. Grande variedade.

Contras: Enquanto muitos vendedores são honestos e profissionais, outros são displicentes e até mesmo enganadores. Custo de frete reduz a vantagem do desconto em relação às lojas físicas. Alguns produtos vendidos com preços baixos não estão ainda em território nacional e tal informação costuma estar meio escondida nos anúncios. No caso de usados, risco de não estar no estado de conservação alegado (o “estado perfeito” de alguns anúncios está bem longe disso na realidade).

3Grupos de troca e venda

Através do facebook e fóruns na internet é possível encontrar comunidades de troca de jogos usados. É a versão moderna do “trocar jogo com o amigo”. É possível se dar muito bem com algumas trocas, se você tiver exatamente o jogo que a pessoa está procurando e vice-versa, ambos vão certamente sair felizes do acordo. Semelhante aos sites de leilão, o estado de conservação e a honestidade da sua contraparte vão variar muito de usuário para usuário.

Prós: É possível fazer ótimas trocas e às vezes arrematar vários jogos por algum game valioso seu. É uma maneira não só de adquirir jogos, mas também se livrar daquele que está juntando poeira na prateleira.

Contras: Fácil fácil levar um calote, especialmente se a troca for feita a distância. O seu padrão de qualidade pode ser muito diferente do da sua contraparte e você acabar trocando um disco novinho por um que parece que foi usado para lixar o chão. Quanto mais recente o jogo desejado, mais difícil encontrar alguém que esteja disposto a se desfazer dele.

4Contas compartilhadas

Não exatamente uma opção legal e só estou listando por que ela é uma alternativa real dessa nova geração. As políticas de compartilhamento de conteúdo da Microsoft e da Sony facilitam a vida daqueles que tem mais de um console na família ou mais de uma conta no mesmo console, mas alguns usuários vem se aproveitando desse “furo” para vender contas da Live e PSN com jogos pré-comprados. Novamente, essa opção não é exatamente legal conforme as diretrizes das fabricantes, já que, enquanto o compartilhamento é permitido sob algumas circunstâncias, a venda de contas não é.

Prós: Preço. É possível adquirir contas com um jogo recém lançado por aproximadamente metade do valor oficial do mesmo, as vezes até menos.

Contras: A prática está sujeita a eventual punição das empresas, que podem vir a banir consoles e contas, se a história nos ensina alguma coisa. As contas podem ser acidentalmente ou propositalmente deletadas pelos seus criadores ou outros usuários, deixando o consumidor sem acesso ao conteúdo baixado. Cada licença normalmente é atrelada a um único console e, caso você venha a trocar de aparelho, terá que comprar novamente o jogo.

5Locadoras Online

Vou citar apenas brevemente as locadoras físicas nesse tópico, pois elas estão realmente quase impossíveis de se encontrar e já não se apresentam como alternativa viável na maioria das cidades. Uma nova modalidade de aluguel surgiu para ocupar o buraco deixado por esses estabelecimentos que um dia foram o ponto de encontro da galera: as locadoras online.

Com catálogo disponível em sites proprietários, locadoras como a GetGames Club trabalham com sistemas de mensalidade, entregam pelos Correios ou transportadoras e oferecem diferentes opções de planos de assinatura. O custo-benefício varia, já que cada loja tem seus próprios valores, mas costuma ser uma boa opção para quem quer variedade sem gastar muito.

Uma nova modalidade de aluguel surgiu para ocupar o buraco deixado por esses estabelecimentos que um dia foram o ponto de encontro da galera: as locadoras online.

Prós: Variedade no catálogo, semelhante às antigas locadoras. Conveniência no pagamento e nos métodos de entrega, requerendo pouco esforço da parte do assinante. Boa economia para quem quer variedade. Oportunidade de testar jogos que você não tem certeza se compraria ou só quer “zerar e jogar fora”.

Contras: Pode dar aquela vontade de ter o jogo na sua coleção e acabar comprando o game do mesmo jeito. Existe um risco semelhante ao de comprar com um mal vendedor de simplesmente não receber ou ser mal atendido, por isso é preciso avaliar a confiabilidade da loja e, se possível, aderir ao período de experimentação grátis do serviço que elas oferecem.

Conclusão: Se você faz questão de ter seus jogos na prateleira, garimpar por usados em bom estado pode ser ainda a melhor forma de aumentar sua coleção com o mínimo possível, mas para quem gosta de jogar muito, essa alternativa ainda pode ser bem cara. Se o custo de jogar ainda assim te assusta, a melhor e mais segura solução está nas locadoras online. Matar a vontade daquele jogo que acabou de sair, completar e devolver. Caso goste MUITO é só esperar por uma promoção no futuro, sem aquela pressão da curiosidade por ainda não ter jogado. É possível ainda que a locadora ofereça desconto na aquisição do jogo alugado, sendo assim uma bela forma de testar antes de desembolsar.

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