O primeiro mês pós demissão
Há um mês eu assinava minha carta de demissão em meio a uma ebulição de emoções. Fiquei ansioso, tive medo, me senti livre, me senti preso, me achei foda, achei que fiz merda, tentei me encontrar.
Apesar de muito pensada, e de todos os problemas que eu tive no trabalho nos últimos tempos, essa foi uma decisão muito difícil. Quando você está em depressão, sem ter ânimo para nada, sair parece ótimo, no último dia útil do mês nem tanto.
Saber a hora de sair e para que lado ir quando você chega na rua são duas certezas que, definitivamente, eu não tinha. Nesse caso, acreditei na sorte e na intuição. Imprudência se der errado, ousadia em caso de sucesso.
Esse último mês passou voando. Dias sem nada na agenda voaram como dias cheios de modorrentas reuniões. 30 minutos para o Snapchat, 1 hora no parque, fazer o almoço, ler o jornal, dar uma olhada nas redes sociais e, pum, já eram 18h, hora de ligar a tv e relaxar.
Tentei manter este blog, criar um portfólio, descobrir onde se procura freelas, procurar freelas, pensar em outras formas de renda. Um mês foi pouco para isso tudo.
O mês durou tanto quanto a grana prevista e essa pode ser considerada a grande conquista deste primeiro ciclo. A vida fora do sistema requer disciplina mas não é possível viver em total privação. Saí, bebi, comi, me diverti. E deu certo.
Agora, no início deste segundo, aguardo o grande projeto que eu tenho me dedicado dar certo. A partir dele traçarei minha vida nos próximos meses. A expectativa é de sucesso.
Por outro lado, um revés inesperado aconteceu. No momento em que não tenho uma renda fixa e que meu planejamento financeiro para um ano foi recém estabelecido, tenho que procurar outro lugar para morar. Essa notícia, no momento em que as coisas começavam a dar certo, me baqueou. Porém, as coisas acontecem do jeito delas, e pensando pelo lado positivo é mais uma oportunidade de mudar, literalmente nesse caso.
Aguardemos os próximos capítulos.