Ana Mulayert declara o seu amor ao governo Lula.

O Brasil não é mais o mesmo. Desde 2002 o jogo de xícaras se misturou. O Branco deixou de ser onipresente. O preto se misturou, colocou a substância onde faltava a falta de luz. Colocou amor e um pouco de arrogância aonde somente existia subserviência.

Ana Mulayert declara esse amor a nova fase do Brasil no seu filme “Que horas ela volta ?”. O que seria uma pergunta de um menino morador do Morumbi para a sua empregada sobre que horas a sua “verdadeira” mãe voltaria se tornou a revolução de todo um país.

Hoje vivemos crises. O modelo de sustentaçã0 do consumo das classes C e D sem interferir no acumulo de riquezas das clases superiores se esgotou. A China não consume mais a nossa soja. O modelo de reforma gradual e respeito ao pacto conservador sugerido por André Singer se esgotou. O neoliberalismo colocou o Estado ao lado dos rentistas. Implementou-se o entendimento de que a máquina estaria sob a responsabilidade de enriquecer ainda mais aqueles que já detinham o capital. O sonho acabou.

Ainda não, pelo menos, na obra magistral de Ana Mulayert. Aonde vivemos a história de uma menina que vem do interior do nordeste para prestar vestibular para arquitetura em São Paulo e não aceita a submissão da mãe que sempre foi empregada de uma família rica. A insubordinação da menina lembra Malcolm X, traz o desdenho de alguém que se recusa a se ver como inferior.

As “stranges fruits” desceram das árvores, com um olhar irresoluto de quem se recusa a se portar como inferior. A luta negra tem se instaurado pela equalização do discurso. A luta violenta tem sua importância nas classes inferiores. Mas, a pátria educadora equiparou a capacidade daqueles que historicamente sempre estiveram atrás de conversar no mesmo tom que a tradicional classe branca. A classe negra se colocou na mesa de jantar e exigiu, desde já, a melhor sobremesa.

Ana Mulayert dispensa a antiga subserviência das classes antigas classes C e D. Essa nova geração proveniente dos programas do governo Lula está chegando às capitais brasileiras. Esta chegando para mudar tudo, está chegando sem pedir licença. Pedir licença é um crime.

Os negros, nordestinos e gays estão chegando com amor. Violência não satisfaz mais. Igualar o discurso, não pedir licença é uma vitória. O Governo Lula conquistou isso as duras penas. As classes mais altas estão reagindo em conjunto com o novo conservadorismo das novas clases médias.

O Judiciário faz a sua parte, a mobilização dentro dos seus limites, apenas está demarcando espaços. A nossa corte esta expandindo o entendimento dos nossos princípios por meio de uma interpretação proativa da nossa constituição.

A nossa constituição é revolucionária, o judiciário só respeita ela.

A revolução é progressiva, o discurso se instalará, o tempo distribuirá a renda. Batalharemos contra o retrocesso. As conquistas serão por meio de muito trabalho. Estaremos pronto para a guerra e você?

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