O que é uma mentoria e porque ela é tão importante?

Hoje eu decidi escrever um pouco mais sobre o que eu faço: a tal da mentoria. Percebo que ainda tem muita gente que não conhece bem esse conceito e nem sabe o quanto um processo desse pode ajudar — e muito! — no crescimento profissional. Ainda mais para nós mulheres, que ainda estamos batalhando bastante pra ter nosso lugar no mercado de trabalho.

Pois bem, pra começar a contar como foi isso, nada melhor do que contar como foi o meu processo com as pessoas que já me mentoraram na vida. Quando eu me associei pela primeira vez a um coworking, eu havia acabado de sair do mestrado, completamente "crua" profissionalmente e sem saber o que fazer com tudo o que havia pesquisado durante dois anos e dois meses: será que eu devia dar aulas? mas onde? na iniciativa pública ou particular? e tem vaga? ah, ter até tem, mas só por indicação. E quem poderia me indicar, se eu não conhecia ninguém? Nessa hora entrar para um escritório compartilhado me salvou de viver todos esses dilemas sozinha.

Lá no coworking havia muito empreendedores mais experientes que eu, mas uma figura me chamava muito a atenção: o Ricardo Dória, dono da Aldeia e a pessoa que ajudava todo mundo que chegava ali, meio perdido. Marquei um café com ele e ali tive a minha primeira sessão de mentoria: conversando com Ricardo, comecei a entender no que eu era boa, o que realmente gostava de fazer e todo o potencial e habilidades que a Filosofia me trouxe e que passavam até bem longe das salas de aula. Ele também me abriu três ou quatro contatos, e me deu a oportunidade de escrever um post para o blog da Aldeia na época. (aliás, devo manifestar publicamente o quanto sou grata a toda essa galera que esteve muito presente no início da minha carreira e me ajudou a crescer. Mando boas vibrações todos os dias!)

E assim foi indo: fui falando com essa galera mais experiente, que topava tomar um café, dar uma consultoria, trazer seu olhar de fora sobre os primeiros passos de minha carreira: ensinando ferramentas, dando dicas de leitura, apresentando gente que conhecia e também podia ajudar, e eu ia aproveitando tudo aquilo, ávida por compreender melhor todo esse caminho de "ser dona do meu próprio nariz empreendedor".

Enfim. Só esse processo de ter sido lida em blogs, ido a uns dois ou três cursos de quem fui apresentada (para ganhar novos conhecimentos e também para prestigiar o momento de uma pessoa que poderia se tornar um contato profissional importante), e muitas contas de cafezinho expresso vindo no meu extrato bancário gerou a lot of business. Eu já estava com a agenda cheia de palestras e talks para falar sobre filosofia e carreira, ética, liberdade, dar curso de filosofia, escrever material didático, gravar vídeos, dar aulas, etc. Muitas dessas coisas foram de graça, mas sempre me rendiam um ótimo network e dois ou três meses depois, voilà! vinha o job tão esperado, que era intensamente vivido e entregue AND compartilhado nas redes sociais (nunca se esqueça disso: para cada palestra/job/café, fotografe e poste. Isso gera marketing pessoal constante para você. Lembre-se sempre de contar qual era o assunto da conversa, para as pessoas saberem quando e para quê podem te procurar. Devo dizer que até hoje colho frutos de coisas compartilhadas há um ano e meio, dois anos. Internet é uma ótima ferramenta de prospecção!). Tudo isso também fruto de uma ou duas sessões de mentoria, com alguém que só fez duas coisas: me colocou "diante de um espelho", me mostrando tudo o que precisava ver sobre mim mesma e meus potenciais profissionais, e mostrou um olhar "de fora"sobre como esses potenciais podiam se traduzir e negócios e crescimento no mercado de trabalho.

Mais tarde, em um dos eventos que estava frequentando, ouvi a fala de uma life coach chamada Tatiana Girardi. Até hoje, não sei explicar muito bem o que havia naquela palestra (que durou apenas seis minutos, rs), mas me senti muito chamada a iniciar um processo de alavancar alguns processos pessoais e profissionais. Eu havia acabado de sair de um relacionamento abusivo, e, ao mesmo tempo, estava assumindo um cargo de gestão em uma universidade. Não queria repetir os mesmos padrões (que muito bem poderiam se misturar), na minha nova vida como gestora.

Pois bem, foi aí que conheci a minha segunda mentora. Tati me ajudou muito a aprender como me portar em reuniões, como dar feedbacks sérios e como pedir um posicionamento mais efetivo quando precisava dar "umas batidas na mesa" para conseguir levar a cabo alguns projetos. Mas antes disso, Tati me ajudou em muitos processos pessoais que não sabia o quanto estavam desembocando em minha vida profissional. E foi aí que eu percebi o quanto as coisas estavam intimamente ligadas.

Minha segunda mentora me ensinou que ninguém é um "tapoé" no qual a gente consegue separar o arroz do feijão e da saladinha. Mas que dá pra reconhecer o papel de cada um na minha nutrição e saber quando preciso comer mais fibras ou proteína. Minha segunda mentora me empoderou para aprender mais sobre empreendedorismo e inovação, pois descobrimos que eu era naturalmente criativa. Minha segunda mentora me ensinou sobre dinheiro e prosperidade. Minha segunda mentora tá me ensinando sobre focar em projetos estratégicos.

Por que eu estou contando tudo isso? Porque hoje, com toda essa vivência e meus conhecimentos adquiridos nessa busca muito profunda, eu também me tornei mentora de negócios para mulheres. Unir a experiência das minhas transições de carreira, a minha coragem de ir "dar a cara a tapa" nesse mundão do business e meu conhecimento de inovação, Filosofia e feminismo fez com que eu criasse a Badass e tudo que tem nela. Meu objetivo é fazer com que você tenha essa experiência que eu também tive e que me fez crescer muito: fazer você se olhar no espelho, conhecer melhor o seu "eu" profissional e transformar tudo isso em muita prosperidade e crescimento pra você. Mas a minha "pitada" é diferente: toda essa conexão passa por um olhar muito profundo e bonito de descoberta da sua essência feminina. Para mim, tudo na minha carreira só faz sentido porque trouxe muitas oportunidades ótimas de me conectar com o meu ser mulher.

E você, que tal começar? Vamos juntas? ❤

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