O tal do Emicida

Era pra ter Skol, Omo, ou sei lá o que no lugar dessa frase.

Independente de alinhamento político ou opiniões impopulares, queria deixar claro que admiro Emicida por um simples motivo.

O cara ascendeu na caminhada até transcender o público hiphop e invadir TV aberta, ser trilha sonora de comercial, de novela, vários shows no exterior, etc. Você compreenderia se alguém nessa posição se desse por satisfeito e lançasse CDs, fizesse turnês, vendesse roupas (antes de reclamar que LabFantasma cobra caro, confere o preço do último Nike/Adidas/New Era que você comprou/quer comprar) e ganhasse seu cash quieto? Faria sentido, né? A caminhada é difícil, colher os frutos do reconhecimento é justo.

Mas mesmo “lá em cima” (por falta de melhor termo), o cara é totalmente avesso à ZONA DE CONFORTO, saca? Molda suas rimas na roupagem musical que lhe convém. Faz música de amor, de louvor à cultura afro, de protesto. Pelamor, o cara tira espaço de patrocinador do telão do show pra mandar um Liberdade Rafael Braga. Num sei se você acha correto ou inconsequente, vai da sua opinião, mas há de se convir que é um posicionamento FIRME.

Eu sou da geração que ouviu Emicida, Projota, Rashid e outros emergirem no começo dos anos 2010, e acompanhou as constantes afirmações de que o “rap modinha” estava “roubando a essência” do “rap realidade”. Os anos provaram que cada um dos citados faz sua parte para manter fundamentos da cultura vivas. Rashid está ativo como nunca no underground, Emicida leva uma música brasileiríssima para todos os cantos do mundo e Projota, bem… Representa o hiphop 2 vezes por semana no programa da Fátima (que as portas nunca se fechem).

Enfim, estou divagando. Quis escrever isso pra lembrar pra mim mesmo e falar pro mundo o porquê de Emicida ser o rapper que mais me passou lições de caráter e postura PRA VIDA. Além da música.

Fora Mano Brown. Lógico.

Mas isso é papo pra outro dia.

PS: Projota é foda e merece rexpeito, deixa eu meter uma zoeira pra quebrar a vibe do texto sério.