Entrevista com Bruno Borges, autor do livro “TAC Teoria da Absorção do Conhecimento”

Raigor Ferreira
Aug 23, 2017 · 4 min read
(Reprodução: Rede Amazônica Acre)

Bruno de Melo Silva Borges, vulgo Menino do Acre, ganhou exposição na mídia nacional quando, em 29 de março desse ano, a família relatou o seu desaparecimento.

Depois de 137 dias desaparecido, ele retornou para a casa dos pais no último dia 11 e se dedicou, na mesma semana, à correção conceitual do primeiro livro, de seus 14 escritos, lançado no final de julho. A nova versão do primeiro livro de Bruno tem lançamento em versão digital prevista para o dia 30 desse mês.

Seu livro alcançou a posição de 20º livro mais vendido do país. Olhando para esse fato específico, você diz que atingiu o seu objetivo?

Bruno: Ele ainda está longe de ser atingido. O valor fundamental para a sua efetividade está na compreensão dos conteúdos internos. Quando as outras obras forem publicadas, as reações aos ensinamentos passados é que vai determinar a força dessa ideia.

Você acreditava que seu livro ficaria conhecido nacionalmente?

Bruno: Já imaginava sim. Sempre estudei a criatividade e acredito na força da inovação.

Você escreveu 14 livros de uma mesma série. Por que são 14 volumes? Você fez uma divisão por temática e cada livro trata de um assunto diferente ou você fez uma divisão aleatória?

Bruno: O fato de serem 14 volumes é apenas uma relação com a numerologia. Uma ordem que seja fácil de memorizar. Dividi de maneira intuitiva, acreditando que estariam em uma ordem que ajudaria na compreensão de todas as mensagens dentro de um contexto.

Algumas pessoas já tinham lido o que você escreveu, ou é um projeto que você manteve em segredo?

Bruno: Ninguém tinha lido nada do que eu escrevi. Mantive esse segredo por 4 anos.

Você pensa, algum dia, em escrever um livro de ficção?

Bruno: Dentre as 14 obras, tem uma que é ficção. Mas sempre passando mensagens que acredito serem importantes para as pessoas. Futuramente, escreverei um livro de ficção onde ensinarei um pouco do que sei sobre alquimia.

O que você chama de TAC (Teoria da Absorção do Conhecimento) é uma teoria original sua ou você reconhece a influência de várias teorias já existentes?

Bruno: Muitas coisas que eu desenvolvi na TAC, eu nunca encontrei em lugar nenhum. Obviamente que é um estudo compilatório onde me sirvo da influência de vários pensadores e de suas biografias. Mas a TAC é uma técnica que eu coloquei em prática e vi que funcionava, então fui teorizando conforme a experiência se mostrava fortuita. Depois que vi que dava certo comigo, pensei em compartilhá-la.

Haverão mais livros após a publicação dos 14 volumes? Já tem ideias para elas?

Bruno: Sim, haverão. Eu já tenho alguns roteiros em mente e pretendo viabilizar em breve. Mas sempre procuro solucionar e escrever somente os mais importantes. Todas as minhas ideias surgem através do meu trabalho com a TAC, por isso acredito que as pessoas devem estudar esta teoria com a mente aberta, buscando entender a essência daquilo que quero passar aos leitores. Tudo é possível e eu acredito no potencial de cada ser existente neste planeta.

Você lê livros que não falam sobre correntes filosóficas?

Bruno: Eu leio livros de História, Literatura, Ocultismo, Teologia, Psicologia, Física Teórica, Alimentação, Funcionalidade Cerebral, entre outros assuntos.

Como você está lidando com a repercussão e críticas negativas ao seu livro? Tem acompanhado a exposição da mídia?

Bruno: Eu busco aprender tanto com as críticas positivas como com as negativas. Se a crítica é construtiva, eu tento reconhecer os meus erros e consertá-los. Mas se a crítica é infundada, ainda assim busco aprender algo de útil com ela. Em todo lugar, tem valores pra serem agregados. O universo é relativo do ponto de vista do observador. Eu não acompanho a exposição da mídia, meu objetivo é continuar o meu trabalho, progredindo mediante o reconhecimento dos meus erros.

Você tem algum conselho pra quem gosta de escrever teorias e pensa em escrever livros como o seu?

Bruno: Gostaria de dizer para acreditarem em si mesmos. Com a fé, certamente, vem a disciplina. Quem acredita, trabalha para realizar os seus objetivos. Por isso, façam o que gostam verdadeiramente. Não façam nada forçosamente. O caminho para a felicidade está em reconhecer os valores latentes em você. Grandes sonhos requerem grandes ambições, e grandes ambições vão gerar grandes críticas. Não ligue para as pessoas que não acreditam no seu potencial, independente de quem seja. A natureza é infinita sabedoria e conspira a favor de quem executa. Medimos o valor de uma árvore pelos seus frutos. Se não produzimos, somos cortados pela raiz e outra semente é plantada em nosso lugar. A primeira ação está no pensamento e consiste em acreditar. Eu consegui realizar o meu sonho e honestamente espero que quem quer que esteja lendo isso agora nunca desista dos seus.

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