Entrevista com Danilo Potens, autor de “O Menino do Metrô” e “Contos Mortais”

Raigor Ferreira
Aug 28, 2017 · 6 min read

Danilo Potens, ou Danilo Almeida, é um escritor paulista de ficção fantástica e terror. Seus livros são cheios de referências aos mangás e animes japoneses, além de filmes clássicos do gênero do terror. Com 23 anos, ele se dedica aos contos que fazem parte do universo de seu livro a ser lançado em 2018, Mandamentos da Escuridão.

Vou começar com a pergunta tradicional, que livro você está escrevendo nesse momento?

Danilo: Atualmente, estou trabalhando em alguns projetos de terror e fantasias sombrias. Meu novo conto se chama Deus de Asas Douradas, e faz parte da série Contos Mortais, que já tem dois desses contos publicados na Amazon, que é A Rainha da Morte e a Corrupção de Argos, escritos em co-autoria com o Nicolas Almeida, meu sócio-escritor. Ademais, continuo trabalhando nas minhas novelas e nos contos de terror, me preparando pra escrever meu primeiro livro do gênero.

Esse projeto Contos Mortais é uma trilogia de contos?

Danilo: É uma sextologia de contos de fantasia sombria que contempla algumas pequenas tramas dos personagens do livro Mandamentos da Escuridão, escrito por mim e pelo meu sócuo, mas ele ainda está em processo de reescrita. É como se fossem pequenos prólogos sobre a vida dos personagens mais essenciais pra história, contendo histórias que não caberiam no livro.

Esse livro Mandamentos da Escuridão nunca foi lançado em nenhuma plataforma?

Danilo: Não, ele está em processo de maturação. Estamos ainda amadurecendo as ideias, os conceitos e as personalidades dos personagens, além de que, pra que ele seja publicado, temos que ter uma carteira significativa de leitores e, pra isso, ainda nos resta um longo caminho a ser percorrido.

Então, esses contos que vocês estão lançando na Amazon é como se fosse um projeto de divulgação pro livro que vai ser lançado depois?

Danilo: Também. Além de podermos atrair o público pra imersão na atmosfera dos livros, buscamos também cativar os leitores apresentando o nosso trabalho como escritores. É um projeto tão único que não desejamos entregar um trabalho mediano, mas sim de excelência.

Faz quanto tempo que o livro está nesse processo de amadurecimento?

Danilo: Um ano.

E já tem alguma previsão de lançamento?

Danilo: Em meados de outubro do ano que vem, eu espero.

Tem catorze meses até lá, é bastante tempo. Espero que consigam amadurecê-la o quanto antes. Então, isso significa que as outras quatro partes do Contos Mortais serão todas lançadas até outubro de 2018?

Danilo: Sim, absolutamente. Os contos estão crescendo muito, então a partir do quarto volume, eles terão o tamanho de noveletas.

Vocês já tem os títulos definidos?

Danilo: Claro, todos foram revelados no lançamento do primeiro conto, A Rainha da Morte, assim como todas as capas.

Danilo: O nome do terceiro conto é o Deus de Asas Douradas, e o próximo é O Veneno da Serpente.

Você disse que a partir do quarto volume, eles passam a ter uma estrutura de noveletas. Qual é a média de páginas que vocês dois estão trabalhando nesses contos?

Danilo: Uma média de 60 a 70 páginas.

E o Nicolas, eu não o conheço, mas você disse que vocês dois são sócios, e eu achei curioso você usar esse termo, como é essa relação? Vocês tem um cronograma de livros a escreverem juntos ou envolve mais do que isso?

Danilo: Nós éramos amigos comuns até engatarmos nessa ideia de um livro extremamente negativo, dando início ao Mandamentos da Escuridão, um livro de fantasia. Nós não temos um cronograma de livros, por que Mandamentos vai ser um livro único, mas temos a intenção de lançar spin-offs do livro, sendo que cada livro será escrito somente por um. Então, teremos um livro somente dele e outro somente meu.

E quando isso aconteceu? Desde quando, vocês se conheceram e começaram esse projeto do livro e dos contos?

Danilo: A gente se conheceu em novembro de 2015 e começamos a escrever o livro em janeiro de 2016. Mas somente em janeiro de 2017, tivemos a ideia de escrever os contos e então demos início ao plano.

Escrever em parceria é melhor ou pior do que escrever sozinho? Ou melhor dizendo, qual dos dois é mais difícil?

Danilo: Escrever em parceria é mais complexo do que escrever sozinho, por que as técnicas e a maneira de escrever devem estar em sintonia, em harmonia, ajustando cada um dos pontos, ideias e mundos pra que não existam discrepâncias absurdas. Por isso que no universo de Mandamentos, eu sou responsável por criar metade do conjunto de tramas e de personagens, e o Nicolas o mesmo. Nós contamos com várias fichas de personagens e magias, a fim de que um tenha a referência do outro. É assim que conseguimos homogeneidade.

Legal, e você tá satisfeito com o retorno dos contos que já foram lançados até agora? Alcançou seus objetivos com os contos?

Danilo: Sim, foram graças a eles que começamos a ficar conhecidos. O Nicolas é um pouco tímido, então ele prefere ficar mais quieto. Já eu prefiro cuidar do marketing do livro e por causa da Rainha da Morte, já posso dizer que tenho minha carteira inicial de leitores. Acredito que por volta de 3500 pessoas tenham a lido desde o lançamento, e é algo que temos orgulho. Isso serve como parâmetro pra que possamos evoluir cada vez mais, mas sempre terá mais o que evoluir. Pretendemos ter mais visibilidade com o lançamento dos próximos contos.

Wow, você vendeu 3500 e-books do Contos Mortais?

Danilo: De vendas, foram por volta de 150 e-books. O restante foi através de promoções de livros gratuitos na Amazon e as leituras pelo Kindle Unlimited. Acredito que esse é um número até razoável, considerando que somos escritores iniciantes.

Ah, sim. Entendi. Também acho que é um número razoável. Lá pro começo do ano, você acusou um leitor, não lembro se na Amazon ou no Wattpad, de perseguição literária. Esse leitor, segundo você, estava postando resenhas negativas pra todos os seus livros. Você chegou a descobrir quem era esse leitor?

Danilo: Sim. Na verdade, eu sempre soube. Mas muito além disso, eu aprendi que essas coisas acontecem com muitos autores, embora não devam ser motivos de atenção, tendo em vista que precisamos valorizar o que precisa ser valorizado, que é a opinião verdadeira de leitores que querem nos ajudar de verdade. Esse foi um episódio bem conturbado, mas acho que já passou. Hoje, eu foco na minha evolução. Para as opiniões destrutivas ou as atitudes com más intenções, eu deixo um forte obrigado por fortalecer a minha fé em nossa literatura e criações.

Então, você está mais relaxado com esse tipo de crítica agora?

Danilo: Sim, atualmente me tornei adepto da meditação e estou buscando minha evolução como ser humano. Acredito que quanto mais tempo perdemos com as críticas negativas, é pior. Esse é um tempo em que podemos aplicar pra evoluirmos, e deixar quem quer prejudicar os outros encontrar o seu próprio caminho.

A meditação tem ajudado no seu processo criativo também?

Danilo: Claro, acredito que todos deveriam praticar meditação. Ela me deixa mais relaxado e faz com que as minhas ideias fiquem mais claras. A questão agora é ter tempo enquanto eu estou finalizando a faculdade e trabalhando o dia inteiro.

Na sua biografia do Skoob, você diz que tem inspiração em mangás e animes japoneses pra escrever os seus livros. Essa é uma referência constante ou essa influência dos animes só acontece em alguns dos seus livros?

Danilo: Essa influência está principalmente na fantasia, por que foram dos animes que eu tirei a minha loucura pelos mundos fantásticos. No tocante ao terror e ao Japão, posso dizer que tive inspiração em alguns filmes do gênero, e também em obras americanas.

Danilo, muito obrigado por esse tempo. Eu fico agradecido de verdade. E quem sabe, eu não consiga em outra oportunidade, uma entrevista dupla com você e com o Nicolas? É possível?

Danilo: Claro, e eu que te agradeço.

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@raigorbooks

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