Eu e a tecnologia

Raissa Ellen
5 min readJan 23, 2024

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Neste artigo contarei um pouco meu relacionamento com a tecnologia, desde a infância até os dias atuais.

Bem, eu tinha apenas 8 anos quando tive o meu primeiro computador (um Samsung com o Windows 7), ainda não tínhamos internet e quando tivemos era uma internet muito antiga e por sinal muito ruim. Não era sempre que funcionava, e quando funcionava levava horas para carregar a página do Google. Então em muitos momentos sem conseguir me conectar com a internet, por curiosidade comecei a fuçar os sistemas que existiam no computador e o que faziam.

Conheci o Microsoft Office e seus respectivos programas, Word, Power Point, Excel e One Note. Não fazia a mínima ideia para que eles serviam ou qual era o público alvo que utilizava, mas fui mexendo, pois enxerguei ali espaços em branco que eu podia preencher, seja com palavras ou números. Comecei a escrever frases e textos no Word, palavras no Excel, slides coloridos no Power Point e anotações no One Note. Cada descoberta de funções era motivo de alegria para mim, mesmo sem entender muita coisa. Eu realmente me sentia muito feliz por estar aprendendo coisas novas e em meu computador eu salvava inúmeros documentos com “brincadeiras” nestes programas, desde o meu diário até desenhos e imagens.

Um pouco depois descobri algumas ferramentas do Windows, como papel de parede, e galeria para imagens. Pude compreender melhor os navegadores como Firefox e Chrome. Pesquisava temas culturais, previsão do tempo e jogava alguns joguinhos pequenos. Diariamente muitas curiosidades vinham e com isso fui atrás de muitas informações.

Os anos foram passando e chegou o momento de fazer pesquisas escolares no ensino fundamental, onde era necessário fazer slides com conteúdo e escrever a mão algumas folhas. Foi neste momento que aprendi a fazer apresentações em slides, em uma ferramenta onde apenas usava formas e muitas cores aprendi para o que realmente ela era utilizada, então chegou o momento que com mais dedicação fui pensando nas melhores formas de apresentar os conteúdos estudados para que todos os meus colegas de classe conseguissem entender a minha pesquisa. Eu gostava de organizar muito bem as fontes, os tamanhos, as imagens e as cores. Sempre tentei ser o mais objetiva possível não tornando slides com um visual poluído, gostava de clareza nas apresentações. O interessante é que mesmo eu sendo uma criança/adolescente já tinha muitas noções e gosta de tudo bem organizado, digo isso pois eu via muitas apresentações que não era bem assim.

Conforme a educação avançava na tecnologia, dos trabalhos a mão começaram a ser cobrados os impressos, pois era considerado mais organizado por muitos educadores. Então comecei a utilizar o Word para imprimir pesquisas ainda nas famosas Lan Houses e em amigos que tinham impressora, e que avanço! Para mim foi muito legal aprender tudo isso e até utilizar o Pen Drive para salvar trabalhos e poder levar para qualquer lugar. Neste período em muitas escolas publicas inclusive na minha foram instalados os quadros digitais. Foi aí que o desenvolvimento de coisas simples foi ampliado por mim e mesmo com a famosa vergonha dos coleguinhas, eu utilizava a lousa com a cara e coragem.

Mais um tempo passou e chegou o momento de me preparar para o mercado de trabalho e ensino superior, neste momento até então já sabia fazer pesquisas em navegadores, utilizar ferramentas mais avançadas de personalização do Windows, baixar softwares pela loja da Microsoft. Mas para um mundo avançado tudo aquilo não era o suficiente. Eu precisava estudar para entrar no mundo corporativo e acompanhar o desenvolvimento do mundo.

Foi onde comecei meus cursos de informática e foquei bastante nos atalhos do teclado. Aprofundei meu estudos em ferramentas da Microsoft e Google pois era o que via mais sendo requisitado nas empresas. Não foi muito difícil pois já gostava de mexer em tudo desde muito nova, então o que eu precisava era de me aprofundar em mais funções de cada programa.

Fui aprendendo diversas funções nas planilhas, tabelas dinâmicas, gráficos e sua personalização, layout de documentos, e arquivamento de documentos nos drives. Esses conhecimentos fizeram toda a diferença no meu início de carreira e no meu egresso ao ensino superior.

Ao estar no mercado de trabalho comecei a ter contato com vários sistemas que nunca tinha ouvido falar, mas eu simplesmente adorava o fato de estar conhecendo tudo aquilo. Conheci inúmeros aplicativos de rastreio de veículos e pude ver a originalidade de cada um, como funcionavam, e até o que eu melhoraria se trabalhasse diretamente com eles. Foi um aprendizado enorme, que em pouco tempo já estava atuando com confecção de relatórios e auditorias para a diretoria. Inclusive conheci também o Power BI ferramenta poderosíssima na análise de dados, e para mim foi uma expansão além do Excel e Sheets. Eu comecei atuando também na liderança de equipe, propondo melhorias nos sistemas próprios utilizados pela empresa a fim de ter maior rendimento nas atividades e melhores experiências para os colaboradores e clientes.

Mas toda essa paixão na tecnologia não parou por ali. Fuçando e pesquisando novidades mundiais tecnológicas conheci o mundo da programação e do UX/UI. Estudando aos poucos pude entender que eu tinha um pouco de facilidade para entender essas áreas, comecei criando designs e protótipos de telas nos softwares de design como Figma, InVision, Framer, Whimsical entre outros.

O processo de conhecimento dessas ferramentas também foi incrível e consegui decorar muito rápido o que cada componente fazia, alguns ícones até semelhantes a outros sistemas que foram utilizados por mim lá na adolescência. Em pouco tempo já conseguia fazer protótipo de aplicativos e sites.

Como desde a infância adorava fazer pesquisas e documentações, amei aprender as técnicas de UX e pesquisas de experiência do usuário. Através da empatia pude compreender a importância da acessibilidade para todos em produtos seja digitais ou não.

Para aprender mais fui me arriscar no mundo da programação, no começo confesso que foi assustador todas aquelas letras coloridas, mas quando de fato aprendi os fundamentos pude entender o quão complexo era mais que com práticas poderia ser tudo muito mais fácil. Acredito que a prática leva a perfeição! Cheguei a desenvolver alguns sites e curti bastante o mundo dos códigos, hoje consigo dar algumas manutenções em meu portfólio criado com programação. Inclusive admiro muito os profissionais de tecnologia, acho incrível as áreas e tudo o que cada profissional pode fazer através delas.

Chegando ao fim deste pequeno artigo sobre mim, afirmo que continuo na busca por mais aprendizados e quero avançar junto com o mundo. E recomendo fortemente os estudos nestas áreas. Todo esse mundo parece louco mais é incrivelmente gostoso!

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