“Você é o que você é, você está onde você está?

Nós somos talvez de acordo com os lugares que transitamos, mas precisa/deve ser assim? Existe uma maneira ideal, certa de ser? Inclino-me mais a dizer que não somos de maneira estática. Nós estamos em constante transformação, como aquela “metamorfose ambulante”. Se assim direcionarmos o pensamento, é possível que hoje sejamos algo e amanhã sejamos outro. Porém, existem nossos sonhos, nossas características que gostamos, que escolhemos ser, que permanece. Prefiro pensar assim: passam os dias e alguns desejos continuam persistindo dentro da gente como aquelas melodias que transcendem o tempo e sopram em nossos ouvidos e se instalam na mente…quem não se pega cantarolando por aí que “o tempo não paraaa, não para não, não para!” ou “Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir…”. Enfim, só para comparar que achar uma identidade talvez não seja uma tarefa que cesse um dia. Por que ir em busca de algo que não termina? Não tô afirmando que não precisamos imprimir uma personalidade às atividades que fazemos, tô querendo dizer que nos transformamos. Estar onde queremos estar pode significar que nossa mente projeta algo, mas nem sempre o que projetamos tá acontecendo, né? Então, como viver assim? Existe uma ideia que diz: o nosso ambiente é inseparável do nosso ser. Voltamos ao ser. Precisamos estar onde queremos estar, mas podemos estar onde não queremos estar e gerar uma onda de energia que emana da nossa mente para fazer desse lugar o que almejamos. É possível? Posso dizer que é difícil. Mas, é como escutar música, daqui a pouco estamos cantarolando por aí sem perceber até chegar a um tom adequado ao nosso ser!