19h09min. Dois habitantes do prédio ao fundo onde estou, de cor azul, estão sentados numa mesa próxima à janela e jogando o que aparenta ser, cartas de um baralho.

Uma outra mulher, jovial, espia a rua. Nada lhe desperta atenção, pois se retira logo em seguida. A blusa amarela entra em sintonia com a luz do poste.

Ambos os vizinhos, como podem, se refugiam na brisa fresca. Querem talvez amenizarem o calor da cidade, embora não aproveitem para fritar um ovo no chão do asfalto, como fez o prefeito de Argentina de Polo Honda, recentemente.

Fico na sala vasculhando uma estante de livros sobre medicina veterinária, comunicação e história. Vou à cozinha e faço um copo de suco. Sento no sofá e sinto o vento fresco entrar pela janela. Tem horas que sinto até frio e fecho-a. Abro a timeline do dia — na rede Facebook. Deparo com algumas cenas absurdas e outras que provocam reflexão e risada.

Tudo isso no início do carnaval desse ano. Tranquilo, favorável.