Desisto.
O desejo de soltar tudo…
Desisto.
Desisto de querer estar sempre certo.
Desisto de querer ser alguém sem antes deixar ser quem sou.
Desisto de me criticar por não alcançar as expectativas.
Desisto das expectativas. Das tensões e das obrigações autoimpostas, me transformando em vítima.
Chega de forçar as coisas, de apressar ansiosamente, de querer ontem o que vem amanhã.
Desisto da contínua ruminação de pensamentos e demandas.
Desisto da birra de querer receber tudo que não recebi. Pois quero aceitar que não recebi para, a partir de agora, decidir diferente.
Desisto de segurar o choro e a raiva.
Desisto de segurar minhas “razões” e certeza.
Chega de segurar.
Solto. Esqueço. Os ombros caem. Olho lá fora e me esvazio.
Quando solto tudo, posso amar.
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Ramon BrazNomar — https://medium.com/@ramonbraznomar
