Este é o ponto em que você está pronto

Sabe quando você quer, mas só falta “isso aqui” pra começar?

Ramon BrazNomar
Vai começar! Vai começar… vai… uma hora… um dia… (Foto)

Talvez você já tenha notado que você não começa muitas coisas por medo — ou até com a pretensa certeza — de não estar pronto ainda.

Começar a praticar um novo hobby, ir para um lugar novo, começar um novo trabalho, ou até mesmo começar a parar — tirar um tempo só pra descansar. (Sim, muita gente também não se sente pronta para parar de fazer coisas.)

Pode ser que tenha enxergado que está fugindo de começar. Perfeccionismo, sentimento de falta, inferioridade ou algum outro padrão de comportamento. Costuma ter base em crenças e valores antigos, que talvez não lembramos ou ainda não reconhecemos completamente.

Mas mesmo se você já foi atrás de examinar o porquê destes padrões, e sente que tem mais clareza dos pontos-chave, pode mesmo assim ainda ter dificuldade de mudar seu comportamento. Pode já ter ouvido conselhos como “só se aprende fazendo”, ou “deixe de analisar e comece”.

Talvez tenha encarado a imagem do “pulo no abismo” mais de uma vez. “Se joga!”, dizem-lhe, como se soubessem o que se passa dentro de você.

Pois estou aqui para dizer, por experiência própria, que não precisa saltar do abismo. Pode transformar numa piscina e molhar os pés no raso. Fazer pequeno, minúsculo, um micro-passo. Não precisa nem planejar os próximos passos.

Porque fazendo assim, some a necessidade de estar pronto. Se você escolheu bem, está com aquilo na cabeça há meses, você já está pronto para a micro-ação que já é possível agora.

O ponto em que você está pronto é quando você admite que não está, e então deixa nascer só a micro-partícula do projeto já longamente desejado. Deixar sair, deixar a pequena ação fluir pra fora. Mesmo que nem seja diretamente para ele — pode ser só pra você, bem escondido, por exemplo.

Rasinho assim, nem preciso pensar em onda de mar… onde talvez eu vá acabar chegando. (Foto)

Digo isso a partir de minha mente bastante analítica, que quis sempre chegar no estado de “pronto”, mesmo sempre dizendo que “ninguém é perfeito”. Mas percebo que mesmo quem é mais impulsivo segue também suas idealizações e seus padrões de fuga, e que também gostaria de só começar o que realmente deseja.

Comecei a arriscar e trabalhar com autoconhecimento em minúsculos passos. Trabalhando em mim em terapia e vivências. Escrevendo minhas experiências. Lendo sobre astrologia, Pathwork, Human Design, kin maia. Lendo estas coisas para minha mãe. Lendo para um amigo. Lendo para várias pessoas. Aqui estou, começando um novo caminho de trabalho com tudo junto.

Ter começado a fazer um pouquinho do que gosto, lá atrás, pra mim mesmo, até escondido do mundo, cresceu. Deu vontade de crescer depois de agir naquele pouquinho.

E agora, acho que entendi o “apenas faça”. A sabedoria disso é completar o processo que inicia dentro da gente: intenção, emoção e sensação. Pensar, sentir, agir. Idealizando o perfeito ou fugindo, parece que tudo pára na emoção.

Se você pensa e sente tanto quanto eu, provavelmente já tem muitas açõezinhas doidas pra sair. A sugestão é essa: deixar sair. Toque o menor “foda-se” que lhe é possível, desista da idealização, corra de espada na direção do micro-medo, e faça a micro-ação que você tanto quer. No presente, no aqui e agora, não precisa ser pra tal dia ou ser de tal tamanho. Uma coisinha, agora, sem compromisso.

O potencial de se sentir orgulhoso é enorme. E o de enfim viver e aprender com a realidade, é garantido.

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Referências:

  • Minha experiência pessoal, direto na face
  • Ferramenta do “roadmap”, apresentado pela querida coach Keli Oliveira
  • Bons anos de trocas com a querida psicóloga Raíssa Oliveira

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Ramon BrazNomar — https://medium.com/@ramonbraznomar

Ramon BrazNomar

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