Pelo amor a você… Fique em silêncio

Praticar o silêncio é um grande ato de amor a você próprio e à humanidade

Ramon BrazNomar
Sep 6, 2018 · 3 min read
Fazendo silêncio, você pode, de repente, ver com uma lente de aumento aquelas “figurinhas“, que te levam a fazer tudo que quer e não quer. (Foto)

Pelo amor de Deus, fique em silêncio alguma vez por dia. Ou medite.

Talvez você não faça ideia dos trolhões de pensamentos que moram ao lado daqueles únicos em que você foca no dia-a-dia.

Centenas de pensamentos inconscientes, necessidades criadas, birras que carrega desde criança. Pensamentos que não quer ver ou “lembrar”, que, na verdade, são lembrados por baixo dos panos o tempo todo. Pensamentos que despertam e sustentam centenas de emoções que se repetem todos os dias.

Se ficarem tempo suficiente, as emoções mexem com o corpo. Por exemplo, talvez você tenha um medo há muito tempo, que você só perceba às vezes, quando uma situação acontece na sua frente e fica evidente. Mas é possível que você sinta isso no corpo diariamente, mesmo que numa intensidade muito pequena — uma tensão que paira constantemente. E aos poucos, nódulos vão se formando, você vai se curvando… não é à toa que massagens aliviam. Só não curam.

Mas talvez você não queira ver os pensamentos ao lado desses que você chama de “seus”. Talvez você não queira “ficar parado pra não ter que pensar besteira”. Talvez você prefira que esses pensamentos fiquem quietos ali, pois afinal, eles não estão no controle.

Eu fiz isso. E me dei mal —mesmo que não tão mal quanto poderia ter ficado.

A corredeira mental tá livre, correndo do jeito que quer… mas, e se eu prestar atenção nela? (Foto)

Esses pensamentos estão muito mais no controle do que a sua própria atenção. Tudo o que não conheço ou não presto atenção, é como se não existisse pra mim. Portanto, está livre para fazer o que quiser.

Todos esses pensamentos deixados “de lado” estarão bem aí, ao lado da sua atenção. Estão trazendo tanto vantagens, como lembrar de dirigir, andar e fazer muitas coisas automaticamente, quanto todos os padrões aprendidos na vida — não se arriscar a realizar o que você mais gosta por medos, isolar-se das pessoas quando sente “aqueles” sentimentos, manter seus vícios e manias, querer que os futuros pretendentes sejam perfeitos, todos os derivados de “eu tenho que”… só para citar alguns exemplos.

Sem ver estas coisas, nada muda. Não importa se foi “culpa” de alguém, sua, ou de traumas. No fundo, tanto faz. Os pensamentos já estão aí.

Basta parar tudo, sentar e ver. Só eu posso ver o que está conduzindo minha vida…

Outras pessoas podem ajudar, com certeza. Tanto em ver, quanto em apoiar a cuidar do que viu. Mas nunca verão a pintura completa dos seus pensamentos. Só você sabe realmente.

Quanta clareza consegui ao ver as coisas, os padrões e os sentimentos logo abaixo dos panos. Que alívio foi ver e depois conversar sobre o que vejo e sinto, com gente que confio. Eu não estou louco: não sinto nada disso à toa, nada foi à toa. Eu só não via antes.

Busque ajuda. Pratique essa “visão” no silêncio. Compartilhe o que viu. Mas, pelo amor de Deus — amor a você próprio, amor a toda a humanidade -, medite, fique em silêncio alguma vez por dia.

Dar espaço pra você mesmo, inteiro, com tudo que pensa e sente, é puro amor em si só. Precisamos tanto, tanto desse amor conosco para que nossas ações mudem e nossos reais desejos se cumpram, separados do joio, do ruído constante. Merecemos tanto isso tudo. Eu mereço tanto isso tudo.

Você e eu damos conta. Muito mais do que a gente pensa.

(Texto inspirado na minha experiência com o silêncio e no vídeo “Fazendo com que sua Vida Importe — Dr. Joe Dispenza”)

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Ramon BrazNomar — https://medium.com/@ramonbraznomar

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