Faísca

Coração embargado, entrelaçado, grande, sem cor.

Tudo passa se passa em um instante e não temos a dimensão do que seja. Dilacerar, mudar a fala, arritmia? Sentimento.

Uma linda valsa pra se dançar a dois, uma musica triste sem um acorde, apenas o silêncio, o eco e no mesmo instante tudo.

Faísca que surge com palavras ou será que são coisas que já estão pré-destinadas… Eu nunca acreditei no acaso do ato de não ser destinado, apenas assim tudo é.

Assim como o homem de lata minhas peças foram se trocando, mas não por maldição de uma bruxa, mas por obra do homem. A única peça que não se pode ser trocada é o coração e é isso que sempre buscamos.

Não busco o meu coração, muito menos tomar posse de algum alheio, mais do que somar eu quero multiplicar, completar o que me falta.

A poucos instantes na vida que me sinto vivo, completo ou real. Mas as vezes me surge isso, é um faísca, um estopim.

Me divido pra tentar somar e ao mesmo tempo multiplicar tudo que eu tenho e posso dar.

Mas como bom poeta minhas musas sempre ficam na poesia eternizadas em linha sem virgulas com a mesma aflição de alguém que tenta ler sem parar sem o ar e uma pausa tudo assim rápido e ao mesmo tempo intenso sem trégua ou perguntas pontos finais

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