A INSIGNIFICANTE ARTE SOCIOLÓGICA DO MOVIMENTO.

Que vitória não ter mais essas matérias!!! Nestes dias pensei muito na seguinte indagação: “Para que eu tive essas matérias mesmo?” Sinceramente não sei. Aliás, em nada me ajudaram (bem pouco para falar a verdade). Quando eu penso na utilidade que outras matérias tiveram em minha vida, penso o quanto perdi tempo estudando o inevitável. Aliás, tinha que estudar se quisesse ir para o próximo ano. Já que estamos falando delas, vamos começar pela insignificância estrutural: Na Ed. Física, por exemplo, eu aprendi uma coisa chamada trabalho em equipe e respeito ao próximo, a saber lidar com as diferentes habilidades e a saber perder (E, sinceramente, o quanto a minha falta de habilidade me fez perder). Outra coisa que aprendi foi a olhar os esportes como uma fonte de energia e endorfina: ambos desnecessários. Mas para que né? Nem precisava saber disto! Aliás nem precisava de nada, se eu pudesse optar, com certeza, tiraria da grade: Qual a finalidade de saber lidar com o próximo?

E as artes? (Será que agora não vou poder mais vendê-las na praia?). Para que estudar: barroco, arte moderna, renascimento, rococó dentre outros e os movimentos musicais? Para quê? Eu não sei a necessidade de sair pelas ruas e ter uma sensibilidade estética, em saber entender as linguagens não verbais. Ver a intertextualidade em todos os lugares. Um exemplo clássico é quando vi o filme “Tieta”, na parede do quarto da Perpétua tinha a imagem da escultura “O êxtase de Santa Tereza” (Bernini): Quando vi logo pensei “Perpétua é a falsa puritana, e deve ter um fogo imenso” (Se você não entendeu, não se preocupe, não há mais Artes). São vários exemplos de o quanto perdi tempo estudando essa matéria. Nem menciono o fato de ter desenvolvido uma criatividade, para que? Ou o fato de ver um quadro e ele me remeter alguma ação, principalmente, quando, graças a um quadro de Pablo Neruda eu mudei totalmente minha vida, por ter adquirido uma coisa chamada: sensibilidade artística, graças às minhas aulas de artes. Que droga!

Por fim, e, tão menos importante quanto: Sociologia e Filosofia. Sinceramente, um bando de pensador “virado no Jiraya” me explicando “What the Hell” é viver em sociedade e me enxergar como um ser humano único, especial e dotado de potencial. Ademais, qual a importância de amar e entender as pessoas estudando as socializações de Durkheim? Para que eu quero saber que o meio ao qual estou inserido me influencia quase diretamente ou que em alguns momentos eu estarei dentro de uma caverna esperando desenhar a pintura rupestre em meu ataque transe? (Isto é arte e sua teoria – não se preocupe em entender!). Vida em sociedade então, esquece! Afinal, “a verdadeira filosofia nada mais é que o estudo da morte”: E eu quero é vida: vida que rege o universo! Enfim, cansei de expor a insignificância dessas matérias, nem mereciam um simples “textão” ou essa balbúrdia toda (Tenho certeza de que é proveniente das pessoas que as tiveram no Ensino Médio).

Espero, no fundo do meu coração, que não tirem o Português, afinal, tenho receio de que as pessoas passem a não entender as ironias da vida.

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