Provocação
Provocação que provoca ação.
Palavrinha chata essa, não? Incomoda, arde, dói, faz a gente querer se esconder, causa raiva, vontade de descer a porrada, talvez. Não, não quando a provocação vem precedida de uma boa intenção.

E por 12hr me senti altamente provocado. O profissional de Marketing que existe em mim foi colocado numa bacia cheia de gelo. O ego, prefiro nem comentar onde foi parar! Fui provocado a pensar diferente, a repensar, a destruir velhos conceitos, a jogar fora “regrinhas” que a gente engole, gole por gole, na universidade, em pequenas doses adocicadas com cases de empresas que nem existem mais, de produtos que não estão mais nas prateleiras. Fui provocado a não olhar para o cliente ou para meu serviço, mas sim para a marca. Aliás, fui provocado a fatiar a marca em algumas fatias, sendo cada uma delas despedaçada, desconstruída. Provocado a “olhar para dentro” e, a partir desse “filme de terror”, escrever alguma outra coisa que não faça o cliente comprar o que ofereço, mas sim ENTENDER o que eu ofereço! Melhor: essa provocação fez com que nós — eu e a equipe — primeiramente nos entendêssemos, antes do cliente. Afinal, como querer vender algo que nem você entende bem?
Desde a equipe, a marca, a identidade visual, os produtos até o modelo de negócio foram questionados, postos à prova. Provado ficou que nós, assim como muitas outras marcas, não nos compreendemos tão bem quanto pensamos; não nos conhecemos tão bem quanto imaginamos e, por alguns momentos, nem sabemos exatamente o que fazemos. Um alívio? Sabemos o porquê de fazermos o que fazemos. Ufa! Pelo menos estamos alinhados com o sábio Simon Sinek e seu “Start with why”.
Então, fica a provocação para você, sua marca, seus produtos/serviços: POR QUÊ?
E quem fez essa provocação? Dois jovens (sendo um deles um amigo meu), nada formais, de uma empresa nada formal que têm como objetivo “se tornar dispensáveis ao final do processo.”
Robson, Manuella e Glóbulo, fica o meu muito obrigado acompanhado de uma vontade imensa de assassinar vocês.