Whatsapp e a revolução da mensagem

Em fevereiro de 2014, O Facebook comprou o Whatsapp por 22 bilhões de dólares, entre ações e moeda corrente. A título de comparação, o Instagram foi vendido para o mesmo Facebook, em 2009, por 1 bilhão de dólares.

O interesse de Mark Zuckerberg se justifica facilmente quando analisamos as estatísticas do app mais badalado do momento.

Em 2015, o Whatsapp atingiu 900 milhões de usuários no mundo. Porém, o que impressiona é o número de usuários ativos diários, que segundo estimativas, chegam a 75%.

Por que tanto sucesso?

De um lado temos as redes sociais, lideradas pelo Facebook e seus 1 bilhão e 400 milhões de usuários, de outro lado temos o mercado de milhões de aplicativos que oferecem as mais diferentes funcionalidades para os mobiles, mas no meio de tudo isso, temos as pessoas ainda com a velha e constante necessidade de se comunicar, de se expressar.

A mensagem instantânea cumpre esse papel, já que alia o celular com a internet e potencializa a capacidade de expressão do sujeito.

E aqui reside o sucesso do Whatsapp.

Ele utiliza os aparelhos celulares para conversar pela internet.

Esta fórmula gerou 30 bilhões de mensagens por dia, conforme afirmou recentemente o fundador do aplicativo, Jan Koum.

O antigo SMS utiliza ondas eletromagnéticas através das linhas telefônicas, tendo cada mensagem enviada um custo para o emissor. Já os e-mails, apesar de utilizarem a internet, não são instantâneos, mas em turnos.

A instantaneidade da internet, aliada a mobilidade e acessibilidade dos aparelhos eletrônicos, com um toque de gratuidade que o Whatsapp traz, levou a esse enorme sucesso em poucos anos.

E como tudo que é online tem a tendência de se expandir, o Whatsapp acrescentou, em 2013, a opção de chamada por voz. Em outras palavras, a ligação por voz. Com um detalhe: basta ter um aparelho celular com Wi-Fi para fazer as ligações com voz, ou seja, não é mais necessário ter conta com as operadoras de telefone para realizar ligações telefônicas pelo Whatsapp. Porém, o app utiliza os números de telefone para compor sua lista de contatos, que tecnicamente é de propriedade do portador da linha que é operada por uma empresa de telefonia.

Vivo, Oi, Tim e Claro ameaçaram entrar na justiça contra o que classificam de “pirataria” pelo app que não paga nenhum imposto e conecta todo mundo. O governo federal estuda medidas para regulamentação e posterior cobrança de taxas. Todo esse debate prometer muitos capítulos no futuro imediato. Até porque, a internet tem essa característica de irrestrita liberdade, às vezes até anarquia, além de globalidade e trabalhar em rede. Não há nenhuma agência oficial no mundo que regula a internet, sendo ela o campo mais independente que se tem hoje, por isso falar em cobrança de impostos e regulamentação interna não soa natural no mundo online.

Tudo isso, entretanto, não é o essencial.

O momento histórico que vivemos é de conectividade entre as pessoas, formando redes dentro de redes (internet, a Grande Rede) que possibilita a comunicação em tempo real com qualquer pessoa ou máquina no mundo todo.

De fato, e para espanto das operadoras de telefone, a tecnologia da internet é tão agregadora de valor nas comunicações que ela é capaz inclusive de engolir as telefonias. Absorver todo o aparato técnico, toda a infraestrutura já construída com uma inovação: a possibilidade de transmitir mensagens em texto, voz e em vídeo através das fibras óticas e redes de Wi-Fi com um custo baixíssimo.

Na Grécia Antiga, o cidadão político era o protagonista.

Na Idade Média, os reis e as Igrejas.

Na Idade Moderna, os cientistas e os experimentos.

Na Era da Informação, o que vale é a mensagem.