Um desalinho sobre a vida

Meus pensamentos saem de mim como pássaros expulsos dos galhos das árvores: agitados, confusos, assustados. A calmaria me entedia, a organização em demasia me enlouquece. Não sei quem sou, não sei o que busco, não sei de onde vim e nem para onde quero ir. Toda essa incerteza me traduz.

Quanto mais penso sobre a vida, menos sei sobre o que se trata. As dúvidas me atingem como gotas de chuva durante uma tempestade: sólidas, imaleáveis. Tempestade que me acompanha sempre. Por mais que todos me digam o que fazer, não sei como agir. Não sei a quem escutar. É muito barulho, muito estardalhaço. Crescer e se responsabilizar pelas decisões tomadas é uma tarefa difícil.

Quando me coloco frente a essa complexidade que chamamos de vida me sinto vulnerável, exposta. Entrego-me à essa função de viver. E entregar-se é desistir de ter certezas. Entregar-se é fechar os olhos e confiar que os instintos são mais eficazes que a razão. Entregar-se é deixar os medos de lado e simplesmente se deixar levar. Se deixar levar pelos momentos, pelas experiências, pelas oportunidades. Fechar os olhos para as restrições e abrir a alma para os novos conhecimentos que virão.

Até agora tenho aprendido na marra, e a intensidade tem sido constante no meu caminho. Consigo fechar os olhos e sentir com detalhes os momentos vividos: do choro soluçado à gargalhada sem fim. Decidi que não preciso decidir nada. Deixo minhas emoções me levarem para onde quiserem, quando quiserem. As consequências virão, os obstáculos também, mas não preciso ficar aguardando. As escolhas são inúmeras e como optar por uma só? Ser feliz é a única opção que fiz sem pensar uma segunda vez.

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