Angelhack São Paulo 2016
Nos dias 16 e 17 de abril, a IBM abriu as portas de seu escritório, localizado na região da Paulista, e o espaço ThinkLab para a realização do primeiro Hackathon organizado por uma das maiores provedoras do mundo, o Angelhack edição São Paulo.
Eu Ana, quero contar um pouco sobre a minha experiência nessa aventura.
Mas antes de tudo o que é um hackathon? Até ano passado eu só tinha ouvido falar.
A melhor definição para mim é maratona de programação, pois bem, temos centralizadas duas coisas, maratona e programação, a ideia é criar um ambiente de maratona onde participantes formem times, equipes e criem um projeto em um determinado espaço de tempo, nesse caso aqui o AngelHack disponibilizou 30 horas (em um final de semana) executem a ideia e apresentem esse projeto para uma banca de jurados examinadora que julgam os melhores colocados.
Ok, Ana, eu não sou programador então sem chance de eu participar, ai que você se engana, além de devs, o evento conta e precisa da participação de DESIGNS, que foi como eu participei efetivamente, NEGÓCIOS e MARKETING.
Vou contar brevemente da minha experiência em Hackathons, a primeira vez em que participei não tinha noção nenhuma do que estava fazendo, eu apenas fui e me permitir aprender, fazer networking essa é a palavra e ‘coisa’ chave para se fazer em um evento desse porte, aprendi muito e participei como negócios, ajudei a fomentar a ideia, a criar as possibilidades, ao desenvolvimento e design caminharem juntos e apresentei o projeto pra banca, nos outros iniciei minha jornada como design, desenvolvendo logo, telas, entre outros botões (risos), sou formada em comunicação social e trabalho efetivamente com marketing, desenvolvimento e aprendi muito sobre negócios quando resolvi abrir meu próprio negócio e em eventos para startup com os meus projetos Add, Intercâmbio de Talentos e etc.

O que eu tenho a ganhar participando de um Hackathon?
São infinitas as possibilidades, de premiações neste Hackathon a IBM junto com a organização AngelHack forneceram acesso gratuito as suas ferramentas de computação cognitiva, para desenvolvermos uma solução inovadora, a premiação para o primeiro colocado era uma aceleração e possibilidade de fazer uma aceleração no vale do silício, possuía também uma categoria social onde os primeiros colocados iriam participar de uma outra premiação em junho desse ano, tínhamos a equipe GS1 que ofereceram o oculus rift como premiação para uma tarefa a parte que era desenvolver uma solução utilizando código de barras.
Eu participei de um concurso cultural do canal no youtube Hvon e ganhei no começo das atividades um balde recheado de guloseimas e surpresas, dentre elas um Raspberry Pi 2 e boneco do Darth Vader. Fotos desses prêmios.

Algumas fotos do evento:


Ok, mas como eu participo disso tudo?
As inscrições são abertas uns 2 meses antes, você se inscreve e é selecionado para participar. Existe um site o Agenda Hack que se uniu recentemente ao ping hacker e traz os hackathons que aconteceram naquele mês (http://pinghacker.com.br/eventos/2016-05/), além de NETWORKING que você acaba sendo convidado, sabendo na sua timeline.
Tô dentro e ai?
Agora que a mágica começa, antes do dia do evento, se tem um pré-evento onde se pode começar a conhecer as pessoas e já chamá-las para formar seu time além de conhecer melhor sobre a organização, como serão as regras e fazer um social.
Os portões foram abertos às 9h, fomos entrando aos poucos pegando nossos crachás, se for sua primeira vez, não se assuste com a galera escrevendo ou gritando precisamos de dev, precisamos de um design, é normal, no meu caso logo quando me inscrevi, tinha a equipe formada, mas como a vida é uma caixinha de surpresas na sexta a noite nossa equipe foi desmanchada, eu e o Diogenes meu amigo estávamos sozinhos em equipe e tínhamos que ver como seria, mas graças a Deus estávamos de coração e mente aberta para as possibilidades e recomendo a você fazer o mesmo, pois a vida pode te surpreender, não é fácil formar um time não é mesmo? Imagina assim em menos de 2 horas ser o melhor ‘amigo da pessoa e confiar no outro para o seu projeto acontecer’, parece loucura não é mesmo? Mas não é, isso é hackathon, e isso faz bem a alma.
As equipes podiam ser entre 5 e 6 pessoas, quando eu e o Diogenes chegamos logo na fila encontrei o Rodrigo amigo meu (nos conhecemos exatamente em outro evento de tecnologia o Paulista Hack organizado justamente pela Marcia umas das organizadoras do AngelHack), o Rodrigo também tinha vindo com um amigo e também tinha perdido a equipe no meio do caminho, ainda na fila começamos a conversar com o pessoal e até entrar tínhamos uma equipe formada, os Rodrigos tinham conversado com o Felipe e Eduardo que também haviam perdido a equipe (todos fomos abandonados, risos), ainda bem, estava formada a equipe Jack Bauer.

Da esquerda pra direita, temos Rodrigo, esse é meu amigo que encontrei na fila, ele foi o cara de negócios ele é desenvolvedor também, ganhamos muito com essa expertise, ao lado Diogenes, meu amigo e sócio em várias aventuras, desenvolvedor web, cuidou da nossa dashboard muito bem, Felipe dev full stack, cara assim ‘manjador das manjarias’ comedor de osciloscópios (que pensei ser um desfibrilador, por tamanhas as emoções desse evento), Rodrigo, desenvolvedor web, o cara que ensinou a não ter medo de fazer insert num banco de dados e me mostrou que através de uma imagem criamos uma fonte única para o nosso programa, Eu como designer, gravei vlog para o canal As Marias, e na ponta o Eduardo que sabe muito, cara que conhece matemática e a física pro nosso sensor funcionar, além de me dar uma atenção toda especial com meu Rasp.
Nossa equipe Jack Bauer, na imagem abaixo vocês vão entender o porque, colocamos um pequeno relógio que fazia uma referência a série 24 Horas, que era o tempo restante de desenvolvimento da ideia concebida pelas equipes, criamos uma mídia muito forte com isso, atraímos e juntamos as pessoas, éramos ponto de referência, éramos amigos das outras equipes, interagíamos e fomos responsáveis por uma boa interação entre os participantes e envolvidos no evento.

Uma vez montadas as equipes, o próximo passo era desenvolver uma ideia, como disse no começo cada dupla tinha uma equipe que foi desmontada e tínhamos ideias anteriores, fizemos um brainstorm para decidir como seria nossa solução, vale lembrar que a solução desse pensar em proposta de valor, monetização afinal não trabalhamos de graça, aqui entra muito o cara de negócios que mencionei ele é extremamente necessário, não adianta inventarmos algo que não ajuda ninguém, que não resolve a dor de ninguém.
Tivemos a primeira ideia (focada no varejo), e devo mencionar aqui os mentores sem eles as coisas não fariam sentido, tivemos a grande sorte não sei energia do universo, que nossos 2 primeiros mentores eram especializados nisso VAREJO, ganhamos um tempo absoluto em desenvolvimento e produção com isso, conseguimos mensurar e colocar na balança pontos positivos e pontos falhos o que nos permitiu ajustar o projeto e por a mão na massa e assim foi noite a fora. Eu e o Rodrigo ficamos focados na parte de negócios, depois eu trabalhei no design do logo e na planta baixa utilizada na dashboard, o Diogenes e outro Rodrigo ficaram desenvolvendo a Dashboard, Felipe e Eduardo focaram na placa, acelerômetro e cálculos.
No domingo a coisa prosseguiu, tínhamos até as 13:00 para deixar o projeto funcional, subir os códigos no repositório e preparar a apresentação, foram alguns litros de café e energético, o evento todo, mas em especial nossa equipe tinha uma energia, vibe tão boa. Os meninos viraram a noite no código, muita coisa funcionou rápido, muita coisa deu trabalho pra fazer parar em pé, mas o resultado estava ficando muito bom.
Ás 13h, foi declarado o fim de todas as atividades, nenhuma linha de código poderia ser adicionada ou retirada e todo o projeto já deveria estar no repositório, por mais importantes que os prêmios possam ser, eu nunca fui para ganhar nesses eventos, bem ganhar ‘prêmios palpáveis’, sempre ganho com conhecimento, conhecendo pessoas excelentes e esse AngelHack me proporcionou coisas tão incríveis, nossa equipe não tenho o que falar, estava toda de parabéns, fomos campeões em fazer networking, em boas conversas, descontração, trabalho em equipe, divisão de tarefas, compartilhar conhecimento, risadas e encarar as possibilidades. Fomos um dos dois grupos que resolveram trabalhar com hardware e IoT.
A próxima fase, seria validar o projeto desenvolvido para o júri técnico todas as equipes levaram seus códigos, demonstração e explicaram o funcionamento da solução, segue a mesa do júri técnico.

Era mais ou menos assim, se passar por essa galera ai, parabéns seu projeto estava na etapa final, caso contrário, foi bom ter vocês aqui.
Além disso, uma coisa que foi seguida a risca foi a checagem de commit, se o projeto tivesse sido submetido após o limite de horário, a equipe seria desclassificada, no nosso caso, passou perto, nossa submissão chegou ao git as 12:59:51, ufa! (viu porque eu achava que era um desfibrilador?! Risos, eu quase precisei de um).
Passamos pelo júri técnico, agora hora de explicar nossa solução como um todo, convencer os jurados de que a ideia era boa, escalável, criativa e ainda por cima poderia impactar positivamente em algum aspecto social, abaixo algumas imagens do momento das apresentações (incluindo a nossa).


A apresentação era controlada, o tempo de 2 minutos foi determinado, para explicar qual era o projeto.
Após todas as apresentações, os pontos foram computados, e os vencedores de cada categoria foram anunciados, o vencedor na categoria geral foi a equipe que desenvolveu um aplicativo para reclamar da vida, o mimimi, eles sentaram ao nosso lado e testamos o app antes, era muito show de bola, extremamente criativa e escalável que conquistou o júri e a plateia. Nós, ficamos em 4º lugar na categoria geral, sobre o nosso projeto.

MarketPlace Analytics, obtendo os corredores mais valiosos do seu espaço de varejo
A solução era monitorar o tráfego de pessoas entre os corredores e assim, traçar o chamado mapa de calor, ou seja a região com maior tráfego de clientes em um hipermercado por exemplo, a solução utilizou um sensor inercial para prover a localização do cliente (instalado nos carrinhos ou cestinhas), funcionando como um “GPS indoor”, modelamos um sistema que estimava a posição através da aceleração provida pelo sensor (sim utilizamos algumas técnicas de DSP para limpeza do sinal), um gateway se comunicava via WiFi utilizando — se do conhecido protocolo MQTT, o servidor processava o pacote com os dados do sensor, e inseria em um banco de dados. Ao mesmo tempo uma pagina web, contendo a interface com o usuário era constantemente atualizada com os dados do banco, além do mapa de calor, era possível utilizar a opção live, acompanhando em tempo real a localização de um cliente dentro do espaço. A monetização desse projeto é bem óbvia, com a venda, implantação e manutenção. A proposta de valor focou no proprietário da rede de varejo, fornecendo uma informação relevante de como ele pode negociar seus corredores entre fabricantes. Quem quiser acessar a página e ver como ficou o layout, pode fazer clicando aqui, por enquanto o sistema não está sendo alimentado, mas possui alguns dados para mostrar o aspecto do mapa de calor.
Além de poder clicar no vídeo abaixo e poder assistir nossa apresentação e explicação.
Enfim, sem sombra de dúvidas a experiência no AngelHack foi fantástica, eu como apaixonada por tecnologia sempre procuro estar por dentro de tudo e dessa vez quis proporcionar isso aos que desejam participar de eventos assim, deixo abaixo o link do meu canal com o teaser e demais dicas que estão por vir.
http://www.youtube.com/canalasmariasoficial
Obrigada pela leitura, espero ter ajudado compartilhando essa experiência com vocês!