RANDOMICIDADES #1: Descobertas do ano e lançamentos favoritos de 2016 (até agora)

Me rendi ao Medium há alguns minutos (este texto seria postado no Tumblr, mas lá tá muito deserto hoje em dia), e, aproveitando este layout sensacional, decidi compartilhar algumas coisas com vocês por aqui, pra trocar ideia sobre música, que é o que nos une. Então, neste primeiro texto do “Randomicidades” listarei as descobertas que fiz neste ano, de bandas que não conhecia e pelas quais pirei, e meus lançamentos favoritos de 2016.

DESCOBERTAS DO ANO:

Toe

1 — Toe (Japão): meu amigo Pepe já tinha me apresentado essa banda ano passado. Ouvi o último disco deles, lançado também em 2015, mas depois acabei esquecendo do trabalho. Parei pra ouvir de novo há uns dois meses, sabia que o som da banda era ótimo, e acabei gostando ainda mais, em especial do primeiro disco, citado logo abaixo. O gosto pela banda japonesa acabou definindo o meu gosto por post-rock, embora eu não saiba realmente como descrever o “tipo de post-rock” que o quarteto apresenta (não é muito lombroso, não é denso; poderia usar o adjetivo “cristalino”). Escute os discos “The Book About My Idle Plot on a Vague Anxiety” e “For Long Tomorrow”.

Curumin

2 — Curumin (Brasil): não é exatamente o mesmo caso do Toe, mas por muito tempo tive receio de sacar a discografia dele e me decepcionar. Também não sabia bem o que esperar: gostava muito de “Tudo Bem, Malandro” e sabia do hype em torno do “Japan Pop Show”, disco de 2008. Não me decepcionei: com influência do soul brasileiro e do americano, rap, samba, dub e música eletrônica, esses gêneros e outros não mencionados se transformam em uma caixa de “colagens sonoras” que caracterizam um som único do cara. Talvez pelo fato de seus lançamentos terem longos intervalos entre si (seu disco mais recente, “Arrocha”, é de 2012), o Curumin não possua um público mais extenso; mas isso não importa, a qualidade da música é a que vale. Escute todos os discos. Sério.

Larissa Luz

3 — Larissa Luz (Brasil): tá aí um som que JAMAIS pensei em escutar antes. Tudo porque minha lembrança da Larissa Luz era a da “mina que substituiu o Tatau no Araketu”. Cometi um erro muito gostoso: o trabalho da Larissa é ótimo! Baixei o “Território Conquistado”, lançado neste ano, após ler a descrição do álbum no Hominis Canidae. Não pude entrar de cabeça nas referências do trabalho (que contou com a colaboração da antropóloga Goli Guerreiro e coloca a mulher negra como tema central). O primeiro disco, “MunDança”, também vale a pena, e serve como contraste para o maior embasamento político-social de “Território Conquistado”. Ouça!

LANÇAMENTOS FAVORITOS DO ANO (ATÉ AGORA)

P.S.: não estão exatamente em ordem de preferência.

Nacionais:
1 — Baiana System — “Duas Cidades”: todas as periferias brasileiras comprimidas em disco.
2 — Céu — “Tropix”: não sei o motivo, mas gosto demais quando um(a) artista se reinventa ao mesmo tempo em que mantém nitidamente sua marca sonora. Foi o que a Céu fez neste álbum.
3 — Larissa Luz — “Território Conquistado”: já falei tudo lá em cima. Discaço.
4 — Raça — Saboroso: o rock triste vai dominar o Brasil.
5 — Luísa e os Alquimistas — “Cobra Coral”: quem é de Natal sabe o quanto esse disco era aguardado e o quão preciso ele é. Merece mais repercussão no estado e fora dele.

Internacionais:
1 — Primal Scream — “Chaosmosis”: É BRINCADEIRA O QUANTO ESSE DISCO TÁ SENDO IGNORADO. Bobby Gillespie e cia. realmente souberam entrar na atual década sem agir como dinossauros do rock, e sim, se emergindo nas nuances atuais.
2 — Radiohead — “A Moon Shaped Pool”: seria impossível não incluir este disco.
3 — The Jayhawks — “Paging Mr. Proust”: quase a mesma descrição do “Tropix”, porém, a banda já tem 30 anos e eu não esperava um Gary Louris mais versátil, se arriscando em termos de composição a essa altura do campeonato.
4 — Massive Attack — “Ritual Spirit” (EP): eu sei, é um EP, mas foda-se. Massive Attack e Tricky reunidos depois de tantos anos TEM que ser mencionado aqui.
5 — Band of Horses — “Why Are You OK?”: sabe aquele clichê de “retorno à boa forma?” É isso.

E aí, quais artistas vocês descobriram neste ano? E quais são seus lançamentos favoritos?