A carne mais barata do mercado é a carne negra

Ao navegar pelas redes sociais tive o privilégio de me deparar com um relato emocionante da professora Diva Guimarães.

Como filho de professores, como professor e como negro brasileiro, não poderia deixar de me emocionar e endossar o discurso da mestra Diva Guimarães.

Desde cedo tenho uma dificuldade de aceitar a discriminação racial que existe no meu país. Sim, demorei alguns anos para entender o porque era o único negro da sala nas escolas particulares que estudei na minha infância e adolescência. Mais velho, fui um dos poucos negros da minha sala na universidade PÚBLICA do estado de São Paulo. Passado alguns anos, no mestrado, novamente em uma instituição PÚBLICA, o único negro de uma turma. Agora, no doutorado, a situação é a mesma. Nas empresas de tecnologia que trabalhei (e olha que trabalho desde os 18 anos graças ao suporte que recebi dos meus pais), qual a novidade? NENHUMA!

O vídeo reforça uma crença que carrego. O único caminho para o desenvolvimento de uma nação começa na forma de pensar das pessoas e a porta de entrada para esse despertar se chama educação. Eu não me canso de estudar porque eu preciso raciocinar, eu preciso saber o que está acontecendo com o meu país, eu preciso criar e mudar a minha realidade, pois assim, darei sentido a minha passagem por essa vida!

Para quem ainda não teve a oportunidade, delicie-se com essa aula de Brasil: http://www.huffpostbrasil.com/2017/07/28/este-depoimento-sobre-a-resistencia-negra-e-o-momento-mais-emoci_a_23054831/

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