Somos todos Cezar Lima

Podem entregar a faixa.

Por mais que seja simpática e querida, a menina Amanda terá de se contentar com o vice, 50 mangos e a rejeição do rapaz que aproveitou de seu frágil coração. Mas, sentimentos de BBB a parte, voltaremos a celebrar essa figura maravilhosa que é Cezar Lima. O virtual campeão do BBB.

Aí você para e pensa: “Mas que diabos o Raphael está inventando de falar com tanta propriedade sobre Big Brother?”

Respondo, o referido personagem é uma pessoa que nos demonstrou lições de humildade, perseverança, foco e estratégia. O maior estrategista que já passou na história dos reality shows desde o primeiro “No Limite”. E isso serve de exemplo para a vida.

Perseverança, ficou por 11 anos seguidos tentando ser um BBB. Demorou mas conseguiu e é campeão por isso. Mesmo se não ganhasse o título, já poderia ser considerado um campeão na vida.

Humildade, mesmo que seja parte de seu personagem (e falo disso mais a frente na questão estratégica) é um cara boa gente, humilde e pacato. Incomodou a concorrência mais por falta de ação do que por algum defeito escancarado. Sempre foi um companheiro de disputa leal e honesto. Mas destaco, um grande jogador.

Focado e isso que o tornou destaque. Certamente estudou todas as edições do programa que não foi selecionado e formou um personagem que misturou as melhores características de outros campeões e isso mesclado com a sua formação, foi um toque a mais. Não saiu de sua estratégia e manteve sempre o foco no objetivo de seguir seu jogo. E isso foi admirável.

Preferiu o isolamento de sua loucura, a simplicidade nos gestos e fez o que a maioria deveria fazer: ouviu mais do que falou. E quando falou, falou na hora certa. Encarnava com eloquência um atrapalhado jeito de político quando discursa, em especial ao se dirigir ao apresentador do Reality. Nos demais momentos, era uma pessoa normal, de poucas palavras e que chamava atenção por ficar em seu canto e vivendo em um aparente mundo a parte dos demais colegas de confinamento. Com isso, escapou de polêmicas com uma lisura admirável e mesmo adotando essa ousada estratégia e sendo frequente alvo de voto por falta de opções, cativou o público que certamente ficava com dó ou com rejeição a outras figuras que se destacaram mais durante o certame.

Foi passando sempre por baixo, de lado, dando um jeitinho. E na hora que mais precisava, contou com a sua dedicação e galgou um lugar na grande final. Desbancando o queridinho da emissora e de grande parte do público, Fernando, que se perdeu em suas próprias aventuras e abriu espaço para o triunfo do Paranaense.

Não pensem porém, que por trás das palavras difíceis e sabiamente ensaiadas esconde-se alguém xucro e de pouco conhecimento. Atrás dos músculos e jeito de matuto está uma pessoa que ainda vai dar o que falar.

E por essas razões, Cezar Lima tem muito a ensinar ao Brasil.

Basta o Brasil querer ouvir com atenção. Aos poucos ele fixa lugar no hall dos grandes brasileiros do século XXI. É aguardar para ver.

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