Sobre os encontros, a energia e o final do universo.

Engraçado como uma conversa com velhos amigos, em um encontro sem maiores pretensões que inicialmente tinha apenas a função de colocar a conversa em dia e tomar algumas cervejas foi se transformando em uma conversa sobre o que somos, onde estamos e para onde vamos.

Admito que o surgimento do universo e o conceito de energia sempre me chamou a atenção, com certeza os filmes e livros de ficção cientifica sempre me despertaram essa curiosidade, e agora temos a maravilhosa série Cosmos que faz até um leigo como eu compreender minimamente alguns conceitos, sobre o espaço e o tempo.

Deixando de enrolação vamos as questões levantadas nesta pequena reunião de amigos e a tentativa de explicar o quanto isso me parece fascinante.

Todos sabemos que o universo e tudo que tem nele teve origem com o Big Bang que foi uma grande explosão térmica. Também é sabido, que o universo está em constante expansão, que a Terra tem uma data para ser extinta e que o espaço e tempo é relativo, como Einstein já provou com a teoria da relatividade. Na nossa descontraída conversa chegamos ao consenso de que a nossa matéria também é formada de energia e ao morrermos essa energia também segue o caminho para os confins do universo, e como o espaço e tempo é relativo será que para alguém em algum lugar do cosmos a realidade que vivemos não é o passado? Igual a luz de uma estrela que vemos hoje, mas na realidade essa estrela já morreu a milhões de anos.

Após essas conclusões vem a parte mais interessante da historia. Os questionamentos que surgiram.

Sendo aqui o passado temos que corroborar com o que Platão defendia “tudo acontece no mundo das idéias, o dito mundo real na verdade é um simulacro da realidade”?

Sou ateu, mas a explicação para o surgimento do universo abre precedentes para a existência de um criador? Deixando claro que quando falo criador, não estou citando algo parecido com Jesus e outras besteiras do tipo.

Se somos energia e participamos como tal da expansão do universo, pelo menos ao fim da vida como conhecemos, de alguma forma não somos eternos?

Queria muito expandir o dialogo para saber o que as pessoas tem como respostas para essas questões. Lembro que éramos 3 leigos sobre o assunto e o papo surgiu conforme foi subindo o nível etílico.

No mais que Carl Sagan perdoe minha ousadia em divulgar esses conceitos formulados de maneira totalmente torta.