Sobre Livros Marcantes

Juro solenemente não fazer uma comparação de Harry Potter com o que vivemos hoje

Qual foi o primeiro livro que te marcou?

O meu foi Harry Potter. 
Mais especificamente Harry Potter e Cálice de Fogo.

Não foi o meu primeiro livro
Mas foi aquele que olhei e pensei:

“Uou, olha esse livro.”

Será que daria conta de ler aquele livrão de 500 páginas?

Aí para os outros livros da série foi um pulo.

E na espera para ler os últimos da série, comecei até a me alimentar com todos livros paralelos, alguns próprios da JK como Animais Fantásticos, a livros de teorias em que se discutia se o Voldemort era o Rony do futuro viajando no tempo.

Depois que acabou, parti para outras sagas como Deltora, Eragon, Percy Jackson, Game of Thrones e Crônica do Matador Rei. (Destaco esta última que missão de vida de um amigo difundi-la por aí).

Mas nada tão marcante quanto um universo onde os feijões possuem todos os sabores.

E que ainda é um retrato do nosso presente.

E porque acredito que Harry Potter continua sendo atual?

Pois nele há a luta contra racismo e intolerância (Sangue ruim, meio bruxo, trouxas — Seres considerados inferiores)

Governantes são influenciados por forças externas (Como as maldições imperdoáveis como a Imperius, que controlam o seu oponente).

A discussão sobre o uso de uma arma mortal como a maldição Avada Kedavra.

A rivalidade extracampo nos estádios de Quadribol que passa do suportável e muitas vezes gera brigas desnecessárias.

O arrependimento e o perdão. Como quando Malfoy ajudou Harry e em contrapartida foi ajudado, o que encerrou a briga entre os dois.

A nova onda de cuidar de plantas diferentes em casa, já era tendência nas aulas de Herbologia da professora Sprout.

O uso de Google maps e aplicativos de rastreamento em cada celular já eram representados pela posição de cada bruxo no Mapa do Maroto.

O ministério da magia como representação de poder que não incluía todo mundo. Cheios de sobrenomes que continuam no poder há séculos. Burocracia representada por toneladas de papéis voadores.

De políticos medrosos de perderem seu cargo por uma força adversária a ministros marketing que prezam mais pela sua imagem que o retrato da sua população.

O medo representado por alguém que não podia ser nomeado, em que a pronúncia do seu nome, causava calafrios em quem a ouvia.
E virou tabu até alguém conseguir confrontá-lo.

A luta contra o reconhecimento e proteção dos seres mágicos, como os elfos domésticos (Já tentou-lhes dar um par de roupas?) e os animais representados no livro e agora no filmes Animais fantásticos.

Ou a possibilidade da volta de uma tortura imperdoável com o feitiço Cruciatus?

A Prisão injusta de Sirius Black em um julgamento fraudulento por interesses externos.

Controle da imprensa pelo Profeta Diário, deixando ela parcial e contando somente um lado da história nas páginas com as fotos que se mexem.

A discussão sobre a morte nas conversas com fantasmas, quadros falantes de Hogwarts e no fim com a pedra de ressurreição.

Harry Potter não é só magia.

É também uma lição sobre a vida, de uma forma leve e representativa.

E que até nos momentos mais sombrios, bastou alguém com uma fagulha de esperança, para a luz reaparecer e espantar as sombras que ameaçavam dominar.

E recomeçar o ciclo de ultrapassar a coluna da plataforma 9 - 3/4 para desbravar um mundo de possibilidades.


E para você?

Qual foi o primeiro livro que te marcou?

Obs: Isto pode ser uma analogia de Harry Potter com o momento que vivemos hoje. Ou apenas algo sobre livros marcantes.

Você decide.