“Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo…”

O despertar do Arlequim

Longos e castanhos

A calma serena…

De quem vive,

De quem se afirma!

Atemporal pirata como chegar ao norte?

Ella ver seu brinco de argolas!

Ella ver o subversivo de seu olhar!

Não há maldade…

Irmã da bondade!

Marujo, o vento sempre leva!

Marujo, o lamento traz de volta!

A corda envolve estes passos,

A lua mingou boa parte da efêmera paixão,

Prima da ilusão!

Soturna-dissonante

Anastácia decodifica algumas virtudes

Nas águas de perto…

O Senhor Equilibrista impede

Que as partículas brilhantes

Morram dentro da casa

E nas outras camadas!

A alma inexiste

No olho d’agua…

O moço caminha nas ruas tortuosas,

Vomita na calçada

Cospe no asfalto, pergunta por fogo…

Eis um brilho, mas é menor!

O vestido, Anastácia…

Deixou na areia!

O sentido morreu nos instantes

Que as palavras acenderam

Na praia!

Os moços nunca sabem se

Foi na chuva ou no sol…

A paciência, uma santa!

Os moços não sabem a diferença

Nesta vastidão!

A carne queima

E por dentro um frio!

Enrola-se no veludo e lençóis…

No seu casulo,

Fortes tombos!

No ruído mudo,

Abrir os olhos…

Acordar de um dia inteiro!


In: Na fila oportuna Ella o decifrou.