Rapha Pereira
Jul 22, 2017 · 1 min read

Otto Dix, “Portrait of journalist Sylvia Von Harden”, 1926.

És uma pérola

Estavas lá Camarada!
Neste sonho em camadas
Perto e distante, ouvindo um rock selvagem e dissonante
Segurando umas conchas...
Salvando esta alma em chamas que oscila em cólera e cores
Oscila como o vento.

Camarada!
E só resta o silêncio perfurando
O ouvido esquerdo!
Que mistura o caos e a calma
deus e o diabo…
Ou uma repulsa involuntária
Do não necessário.

Camarada!
As abstrações do onírico trouxeram a sua companhia!
Os dias andam tenebrosos...
Neste cenário tropical-sórdido
Mesclam-se com as crônicas dores da salada do dia.

Camarada!
Na praia suspensa
Vimos três luas e o sol invertido!
Flutuamos...
Junto aos vários relógios do encanto e perigo!

Camarada!
O encontro estava fragmentado numa tríade...
Os olhos míopes sangraram com o abraço da despedida...
A corda sempre as trazem de volta e depois as levam sem Medida.

Camarada, tu sacas?
Escorre o azul desta dissolução
Forte tombo no quente asfalto
Massacrados pelo atropelo sem freio do caminhão!
Nas reminiscências que dispersam!


07. 07. 2017

In: Dissolução nos trópicos

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