O que você faz pra ser Feliz ?

Utopia, coisa de cinema, música fofa, slogan de supermercado? A gente defende com unhas e dentes, brada que o queremos de verdade é sermos felizes, que a felicidade é o que realmente importa, mas será mesmo que estamos fazendo tudo por ela?
 
Ou estamos apenas seguindo padrões impostos porque sempre foi assim? O famoso trajeto: nascer, estudar, fazer uma faculdade, ter um ótimo emprego, juntar dinheiro, namorar, casar, comprar uma casa, ter filhos, se aposentar, quem sabe aproveitar tudo que conquistou, envelhecer e morrer.
 
Nada errado com essa trajetória se ela te faz feliz. Acontece que não fomos educados para refletir e avaliar, com consciência e a todo momento, o que nos realiza, satisfaz e traz felicidade. O tal propósito de vida, que nos guia, nos ajuda nas escolhas, nos motiva a desenvolver nossos talentos, nos mantêm firmes diante dos desafios, nos traz paz e felicidade.
 
Eu fui a última a conversar com meu pai antes dele morrer. Enquanto ele queria saber como eu estava — trabalho, gatos, namorado… — eu via em seus olhos o medo e a frustração. Ele partiu 7 dias depois. E eu fiquei engasgada com essa pergunta: “E se fosse comigo? E se eu tivesse apenas mais 7 dias de vida e alguém conversasse comigo pela última vez, o que veria em meus olhos?”
 
Veria que eu não era feliz, que já não sabia da minha verdadeira essência e que por muitos anos deixei a vida me levar. Experiência própria, essa história de ‘deixa a vida me levar’ só funciona em música. Se sua vida não está em suas mãos você não sabe onde vai parar. Ou pior, pode até parar em lugares onde não queria estar. Era assim que me sentia, tudo estava errado.
 
Tinha motivos de sobra para entrar em depressão, certo? Errado. Preferi revolucionar! Pedi demissão da minha própria empresa, terminei um relacionamento de 15 anos ainda amando meu namorado e saí em busca do meu maior tesouro: eu mesma.
 
Essa jornada começou em maio de 2012 e não sei quando vai acabar. De lá para cá minhas experiências têm sido diferentes de tudo que imaginei e muito melhores do que eu poderia esperar. Sofri, chorei, aprendi, sorri, amei, amei de novo. Hoje estou mais próxima de mim, sei o que é importante, o que gosto, o que me faz feliz, o que quero construir e qual legado quero deixar. Todos os dias acordo motivada, trabalho duro, me divirto e sou grata.
 
Convido você a uma breve reflexão. Em um papel faça duas colunas. Na primeira, escreva tudo que fez na semana passada de mais importante e quanto tempo levou em cada atividade. Coloque aquilo que se destaca na sua mente, sem julgar. Na segunda coluna, de preferência em ordem, escreva as cinco coisas que considera mais importantes na sua vida. Compare as colunas e veja quanto tempo está dedicando ao que disse ser importante na sua vida. As pessoas costumam se surpreender com o resultado.
 
Você não precisa passar por um trauma, como eu, para se autodescobrir. Pode começar agora, a partir dessa reflexão. E aí começar a escolher o que fazer pra ser e se manter feliz. Vamos falar muito disso aqui.
 
Minha gratidão eterna e especial ao meu amado pai, que em sua morte me trouxe a vida de novo!

[Texto original escrito para o site Doadores de Felicidade, edição 12 de fevereiro de 2016]

Acesse | Curta | Siga | Conecte-se | Inscreva-se

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Raquel Rodrigues’s story.