Mudanças no Plano Nacional de Vacinação

Protecção

A partir de Janeiro do próximo ano haverá mudanças no plano nacional de vacinação.

A primeira mudança tem a ver com a alteração na vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) a vacina que até agora era administrada gratuitamente não era tão eficaz como a que vai começar agora a ser administrada. Esta nova vacina terá uma eficácia superior a 90% e será administrada numa idade mais precoce das raparigas, a partir dos 10 anos de idade.

O próximo ano marca o fim da vacinação universal com a BCG contra a tuberculose. Como está provado que esta doença está mais controlada em Portugal apenas serão vacinadas com a BCG as crianças que pertencem a famílias com risco acrescido para a tuberculose ou as que vivem numa determinada região, com uma taxa da doença superior à do país (como nos distritos de Lisboa e Porto). Portanto a vacina que era administrada quase ainda á saída da maternidade vai ser retirada e só vai ser administrada nestes casos particulares que referi.

Outra novidade consiste na junção de vacinas do programa a administrar aos 2 e 6 meses de idade. As crianças passam a receber uma vacina hexavalente, na qual constam a protecção contra a hepatite B, a ‘Haemophilus influenzae’ tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite. Estas vacinas eram administradas separadamente.

Este plano trás outra mudança que contempla uma vacina para grávidas. A vacinação das grávidas contra a tosse convulsa. Que tem como objectivo a protecção das crianças, até estas poderem ser vacinadas, a partir dos 2 meses de idade. Os anticorpos passam através da placenta. Como o bebé mantém os anticorpos adquiridos através da mãe depois aos dois meses já pode ser vacinado e fica completamente imune à tosse convulsa.

A vacina contra a meningite B (Bexsero), vai ser administrada gratuitamente a crianças que, por razões clínicas, têm défices de imunidade. Actualmente, não existe qualquer comparticipação e cada uma das doses necessárias (que dependem da idade da criança) tem um custo estimado em 100 euros cada dose.

A administração da vacina contra o tétano também vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando a ser tomada aos 10, 25, 45 e 65 anos. Após os 65 anos, os intervalos entre tomas voltam aos 10 anos.

Estas são as alterações. Em breve vou escrever um pouco mais sobre cada vacina em particular.

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