O que é a Obesidade Infantil? (Parte I)

Pés

Já muito se tem falado de obesidade infantil. Mas afinal como é que ela surge? Quais ou factores? Como é um tema bastante alargado vou subdividir este tema em duas partes.

Estudos internacionais recentes revelam que a prevalência de excesso de peso e obesidade, na infância e adolescência, tem vindo a aumentar rapidamente em todo o mundo e Portugal não é excepção. Neste momento até aos 10 anos de idade das crianças existe 30% de prevalência de obesidade.

De acordo com a Direcção-Geral de Saúde a obesidade é uma doença crónica em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. A obesidade acarreta múltiplas consequências graves para a saúde.

Em Portugal, o Plano Nacional de Saúde 2004–2010 reconhece que a obesidade “é um enorme problema de saúde pública, pela elevada prevalência, natureza crónica do seu curso, morbilidade e mortalidade de que acompanha, assim como pela dificuldade e complexidade do tratamento. É um problema em crescente aumento”.

Crianças obesas tendem a ser adultos obesos.

Existem vários factores que contribuem para o seu aparecimento. Geralmente, há uma predisposição genética, que explica que em certas famílias a obesidade seja muito frequente, enquanto noutras é quase inexistente. Existem também factores ambientais muito importantes, como os erros alimentares, que se traduzem por uma ingestão calórica excessiva, dando preferência aos alimentos mais ricos em calorias. Aliado a tudo isto está, muitas vezes, a diminuição do consumo energético por falta de actividade física.

A obesidade infantil e juvenil é consequência de um desequilíbrio entre as calorias consumidas e as gastas. Este desequilíbrio deve-se a um conjunto de factores sociais que influenciam a forma como as crianças se alimentam, praticam exercício físico ou brincam.

Os números são de tal forma assustadores que a obesidade na infância e adolescência adquiriu nos últimos anos o estatuto da doença pediátrica mais comum, constituindo um grave problema de saúde pública. A obesidade atingiu tais proporções em todo o mundo que, pela primeira vez, excede a subnutrição.

Para além de consequências graves no desenvolvimento, a obesidade infantil induz a um risco acrescido de valores elevados de tensão arterial, insulina e colesterol. O excesso de peso pode trazer também graves problemas sociais e mentais, tais como discriminação na escola e consequentes estados de isolamento e depressão.

É urgente tomar medidas concretas e urgentes para combater a obesidade infantil. Já existem várias campanhas e conceitos que em muito têm ajudado a diminuir os números.

A actividade física é muito importante.
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