De quem foi a ideia brilhante, afinal?
Reinos ameaçados, príncipes lutando, um exército pequeno que vence uma batalha de forma inesperada. Usando a sabedoria sobre o terreno ao seu favor. Um vale, terra alagada, exército com oito filas de cavaleiros. Uma ameaça e a reação seria atolar parte de um exército na lama. O restante avança e luta sem cavalos e sem armaduras pra ficar mais leve. Vencem, astutamente.

É assim que a netflix em 2018 conta a história de Robert the Bruce e seu papel na batalha de Bannockburn responsável pela independência da Escócia em 1314 d.c.
É assim que a netflix em 2019 conta a história de Henrique V lutando contra a França na batalha de Azincourt, decisiva na guerra dos cem anos em 1415 d.c.
De início comparei pensando ser plágio, mas de todo modo, vencer uma batalha por saber usar o terreno a seu favor é sinal de leitura sistêmica.
São exemplos históricos de como o estudo do território pode sim ser uma ferramenta estratégica, usar informações úteis para decidir ações. É sobre planejamento, sobre ser bom gestor.
Por isso que eu digo, quando tento fazer um paralelo com o processo de territorialização que as equipes de saúde da família realizam pra planejar ações de cuidado perante a demanda.
A demanda requer um plano, o plano deve ser traçado considerando contexto. Análise de contexto é favorecido pelo vínculo, pela proximidade, pelo tempo de história. Acredito que as estratégias já estejam caducas e sem o princípio de Longitudinalidade garantido falta a sensação de pertencimento quiçá o desejo de intervir com esse nível de envolvimento. Esse é o sonho da territorialização da APS. Utopia ou caminho certo?