Faroeste a leste do elefante.

Antes, em Natal, houve jovens bem arrumados que iam ao cinema ver filmes de bang bang. Anos depois, jovens em guerra civil lutando a guerra da publicidade. E o bang bang sai das telas para a rua. Chegou sorrateiro, como se tirasse flores da janela do vizinho, e não se deu importância.
 Hoje, o cotidiano é que é cinematográfico. Mas as balas não são festim, os que morrem não são dublê. O que escorre não é tinta. Tudo ecoa com força nessa teia de ressonância em que as pessoas vivem grudadas. Esse é o processo: absurdo da normalidade, choque momentâneo, indiferença. O circo está armado e a plateia sempre pede: “mais fogo, mais fogo”. Todos na mesma lona. Mesma lama. Enquanto isso, o pensamento míngua… e carcará gargalha.

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