Campainha e alarme

*taaaaan*

— Quem é?

— Alguém

— Alguém quem?

— Alguém que mora perto.

— O que quer?

— entrar, para falar contigo.

— Sobre?

— Não sei ainda.

— você não parece bem.

— realmente não estou, e te aviso desde então, que se me deixar entrar, sua casa ficará tão bagunçada quanto eu.

— então não.

— Você ainda tá aí?

— Sim

— Tirei algumas fotos da minha janela, vou passar por debaixo da porta para que veja.

— nossa! beem linda vista, o céu da sua janela tem cores mais bonitas que da minha…

— não acho.

— Uma pergunta, pq continua na minha porta? pq não vai admirar a vista da sua janela ao invés de observar através das fotos?

— Já disse, eu quero entrar.

—É bom ter alguém pra conversar, mas realmente prefiro que continue aí fora.

— entendo

*shock shok shok*

— tentando lapidar uma pedra, quer ver? vou deixar a porta entreaberta.

— então…estes ângulos de corte estão errados, mas não é um caso perdido.

— perdido pra quem?

— trouxe mais fotos, dessa vez de mulheres.

— Não quero ver estas fotos, preto e branco, expressões tristes e de sofrimento.

— Você é um babaca, não entende nada.

— Sou sim, o que quer comigo? pq simplesmente não vai?

— se foda.

— ainda está aí?

— estou

— acertei alguns ângulos daquela pedra, entre pra ver

— eu posso entrar?

— pode

— então, ainda falta, há várias falhas que você não percebeu.

— pq você queria entrar aqui mesmo?

— não sei

— eu sei

— pq?

— pura vaidade

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