cinco cervejas e algumas horas é tudo que preciso com você.

duas para mim, três pra você. nós duas sabemos que meu fígado é fraco e o teu é forte. bem forte, admiravelmente. como duas pessoas que não se conhecem perfeitamente, mas possuem um quê de intimidade, sentamos em um ângulo de 90°, não mais de frente uma para a outra. ainda existe uma distância que espero ter exterminado antes da badalada.

você comenta sobre as luzes dessa área, quer apagar. a gente conversa sobre qualquer coisa - seus amigos, a história real sobre o buquê de casamento da minha mãe que deu certo. você conseguia dizer o quão nervosa eu estava? ou dava pra confundir com felicidade? porque eu juro que eram os dois sentimentos que corriam por mim nesse dia.

você puxa minha cadeira para pertinho de você e não podemos evitar de entrelaçar os dedos. já foram todas as cervejas. até o momento nem havíamos nos beijado, porém a vontade crescia exponencialmente, tanto que em algum momento — não sei dizer como — checamos algumas câmeras e…

i’m running out of words para explicar seu jeito de me colocar contra a parede e segurar minhas mãos para o alto. tão delicado, contrastando com a intensidade que nossas bocas se encontravam. onde apaga as fucking luzes?

não encontramos e nem foi um empecilho, quando só precisávamos de um canto longe delas. isso a gente tinha. vontade uma da outra também.

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