Você sugeriu que eu fosse e… eu fui.

Te busquei e você estava um pouco bêbada, até mesmo com os olhos um tanto caídos e juro que não te beijei ali mesmo por charme e curiosidade. Um charme facilmente confundido com brincadeira. Uma curiosidade facilmente confundida com covardia.

Dirigi e a sensação para você era rápida. “Ow, dirige mais devagar aí.”

Entrada do prédio e novamente queria te beijar, mas seria tão pouco tempo pra uma vontade tão difícil de controlar. Evitei olhares, evitei ficar perto.

Durante as três horas seguintes nós não saímos de perto. Eventualmente tinha um “deixa eu ver sua carta”, ou “você me matou!”, ou ainda “minha vez de ler”. Confesso que fiquei bem surpresa por você descobrir Juiz de Fora no perfil, e bem encantada.

Fomos embora e, apesar de a sua casa ser mais próxima que as outras, você foi intencionalmente a última da trajetória.

Para o carro, desliga, tira o cinto. Uma troca de olhares e um beijo simultâneo. Eu até poderia tentar descrever o momento, mas meu cérebro desligou e o que tenho agora é um mar de memórias sensitivas, onde acabo me perdendo e afogando algumas vezes ao dia. Devo dizer que a única coisa mais bonita que a memória de você sentada no meu colo e me beijando é o momento que isso aconteceu.

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