3 filosofias de uma iniciativa colaborativa

Harmony. By: duitang.com

Convivo em projetos colaborativos há mais de 12 anos.

Conheci pessoas incríveis nesse tempo. Participei de experiências maravilhosas. Co-criei iniciativas que tenho um carinho sem igual. Mas o que fiz melhor nesse tempo foi errar.

Bah, eu já errei muito! Seja por inocência, por paixão, por idealismo, por desapego ou por displicência.

E durante todo esse tempo o maior aprendizado, sem dúvidas, foi: seja sensível, crie sinergia e perca o controle.

Quis escrever sobre esses 3 pontos, em especial:

1) Toda iniciativa colaborativa sincera precisa respirar por si só.
- Acima do indivíduo, existe o propósito.

Se um coletivo é intrinsecamente dependente de uma só pessoa, ele não é um coletivo. Para ser colaborativo, as pessoas precisam se engajar à uma causa e não à um indivíduo. A liderança precisa ser rotativa e o propósito precisa ser maior que uma pessoa.

2) Toda iniciativa colaborativa sincera precisa ser sensível.
- Acima do ego, existe a empatia.

Existe uma diferença entre “O que acreditamos ser uma boa ideia X O que percebemos ser uma boa ideia”. Nem sempre o que acreditamos ser o melhor para um coletivo é o que ele realmente precisa para o seu processo de engajamento e aprendizado. É preciso ter sensibilidade e presença. Precisamos aprender a desapegar do ideal para conseguir se conectar com o que é real e necessário.

3) Toda iniciativa colaborativa precisa ter um ritmo diferente do seu.
- Acima da hierarquia, existe a sinergia.

Todo coletivo tem um ritmo próprio, que transcende o ritmo individual de cada um. Encontrar este ritmo é provavelmente o maior desafio de todos. Isso porque temos o péssimo hábito de sempre enxergar a alta produtividade e a rápida eficácia como a maior prioridade de toda causa. O problema é que, na ansiedade por aumentar o rendimento, nós perdemos a oportunidade de encontrar a nossa própria e autêntica sintonia. Estabelecemos metas antes de estabelecer laços. E para fazer com que um coletivo gire, mesmo fora de sua sintonia real, nós criamos hierarquias e determinamos como ritmo ideal aquele que funciona para somente uma parcela minoritária do grupo. E aí caímos nas duas armadilhas anteriores.

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Precisamos aprender a conviver com os dragões da convivência coletiva. Por trás deles é onde reside a real e autêntica potência das redes que criamos.

Precisamos aprender a criar sinergia.
Precisamos aprender a ser sensíveis.
Precisamos aprender a perder o controle.

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