Mosaico Branding no Path

Sexta-passada embarquei para São Paulo para participar do Festival Path, que existe desde 2013 inspirado no SXSW. O Path é um festival de inovação e criatividade que é composto por diversas palestras, shows, filmes e uma série de experiências interativas.

Logo no primeiro dia de evento, fui amplamente consumida pela sensação boa de estar participando de um festival tão grande e diverso. Queria absorver ao máximo tudo aquilo que estava sendo oferecido. Escolhi, pelo app do evento, todas as palestras que tinham relação com o universo das marcas e do consumo. E assim eu fiz, mas sempre atenta ao mundo de temas e ações que eram ofertados.

O primeiro passou foi dar uma olhada em como as marcas patrocinadoras estavam sendo ativadas no evento. Mais do que a sinalização básica e brindes, as marcas construíram tapumes interativos em cada andar do Tomie Ohtake, onde os participantes poderiam realmente se envolver com a marca em questão. Mais do que conteúdo, o Path serviu para analisar esses tipos de interação que iam desde um cartão de visita super diferente a uma nova forma de interagir e deixar uma marca no festival.

Das coisas mais relevantes que pude trazer na bagagem, acredito que a principal se relaciona com a prática de se olhar pra fora e de se conectar com os acontecimentos do mundo como forma de acompanhar as rápidas e constantes mudanças da nossa sociedade. De forma geral, vivenciei em diversas palestras uma discussão grande sobre novas formas de consumir, de se autoconhecer e de comunicar.

Para as marcas, em especial, esse movimento de olhar pra fora e depois pra dentro torna-se ainda mais necessário. O mundo muda. A maneira de consumir e de se conectar com as marcas também. Como acompanhar? Como se fazer relevante? Uma das diversas conclusões anotadas entre tantos insights é a de investir na gestão horizontalizada. Dar autonomia para os colaboradores fazendo com que muitas cabeças pensem e olhem para o mundo torna-se uma alternativa interessante para acompanhar e entender o processo de criar para uma geração nova, o que se contrapõe a uma gestão centralizada onde somente um líder é capaz de enxergar pontos importantes.

Outro tópico discutido no evento e que se torna relevante para quem trabalha diretamente com marcas é a experiência. Hoje, a nossa forma de consumo é pautada para além das trocas comerciais. Para responder aos verdadeiros desejos dos consumidores, é necessário conexão emocional e a experiência pode ser um gatilho para gerar essa conexão. Esse tema foi um pouco debatido na palestra de BrandExperience, onde houve um debate da relação entre o digital e o analógico. Em um momento onde o digital parece predominar, as pequenas experiências vão sendo deixadas de lado e isso abre caminho para a volta do analógico, como postais, câmeras polaroids, vinis e outros itens que vão sendo enriquecidos de experiência a cada momento de uso.

A experiência também foi discutida no workshop de Design de Serviços, que mostrou a importância de mapear a jornada do usuário para identificar gaps e aproveitar oportunidades para maximizar a experiência de clientes e consumidores. Utilizamos a ferramenta de blueprint, que certamente será utilizada em diversos trabalhos aqui na Mosaico.

Por fim, um tema bastante debatido no Path foi a questão do Propósito. Conversas entre marcas e consumidores precisam acontecer, são necessárias. Bandeiras devem ser levantadas. Para acompanhar as mudanças que acontecem no mundo e evoluir, as marcas precisam saber o seu lugar e ter um propósito claro e definido, o que é bastante necessário para uma verdadeira conexão e engajamento do consumidor.

Das mensagens principais que o Path pode me repassar foi sobre como devemos nos atentar para esse mundo tão rápido, volátil e complexo que vivemos. A resposta para isso? Ainda não sabemos. É experimentando e testando que vamos acertando em muitos pontos. E mesmo vivendo essa loucura mercadológica do cotidiano o Path serviu para ressaltar que sim, existe gente do outro lado que recebe as mensagens que comunicamos, são influenciadas pelas nossas estratégias e também se fazem bastante complexas. Não devemos esquecer que a nossa comunicação deve ser humana, assim como todo o nosso pensamento na hora de criar e gerenciar uma marca. As formas de segmentar os públicos, por exemplo, são outras, são novas. E a criação precisa acompanhar. Como? Cabe a gente ter um olhar humano e saber se reinventar todos os dias.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.