Rodrigo, valeu por ler e pelo comentário :) Acho seu argumento bastante pertinente.
Eduardo Furbino
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Obrigado, cara. E concordo contigo sobre a questão da definição de, enquanto homem, não dizer-se “feminista”. É necessário, inclusive por respeito, entender o papel de protagonismo dentro da realidade de outro.

E o como fazer é realmente o “problema” porque, inevitavelmente, conforme você bem disse, diante da necessidade de lutar e ser um homem pensante, no momento atual o peso e a necessidade representativa ainda existem. Além de ser uma forma de lidar com as coisas nos tempos de hoje. Acho que ainda falta a compreensão, de um modo geral, de que é possível ser a favor da causa do outro, sem querer falar por ele, e perceber que o espectro do problema também paira sobre a minha própria realidade. Não se trata de uma luta unilateral, é um luta complementar. O ponto no qual discordamos talvez seja esse, embora nem tanto assim, já que entendo e concordo com o seu — só que, ao meu ver, ao passo em que devemos sim apoiar as mulheres na desconstrução de que o “feminino é um agente nocivo”, paralelo a isso, existe a demanda de reformulação (ou talvez até extirpação, precisaria de uma reflexão maior) do que seria a masculinidade, já que são conceitos que coexistem em simbiose, relacionados — o que é ser homem e a ideia de “o que é feminino é inferior”. Não atoa muita gente fala sobre “crise da masculinidade moderna”. É prático e lógico dizer que parte do bom-senso agir certo e eu concordo, mas se fosse só isso, nem problemas existiriam, né?

De toda forma, fico feliz que existir esse debate, ainda que em fase inicial, já que é uma oportunidade de entendermos melhor o nosso papel na mudança que tanto almejamos. Obrigado por isso também!

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