Quatro coisas que TODO designer deveria saber para se comunicar melhor

Artigo originalmente publicado aqui.

Você alguma vez já teve que explicar várias vezes a mesma coisa para uma pessoa? Ou fez o melhor layout do mundo para o seu cliente, mas ele quis mudar exatamente a melhor parte para colocar algo totalmente sem nexo e você não conseguiu fazê-lo mudar de ideia? E clientes difíceis de entender então?!

Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, talvez você precise melhorar suas técnicas de comunicação.

Mas por quê eu não consigo me comunicar?

Seres humanos desenvolveram uma mecânica de tomada de decisão onde uma boa parte dessa decisão vem do nosso subconsciente quebrar informações que acumulamos durante nossa vida e nos entregar uma resposta rápida.

Enquanto isso é ótimo para fugir de um animal selvagem no meio da savana africana, apresentar soluções sobre cores e formas para seus clientes sem mostrar o processo que validou um layout como o melhor layout, pode parecer arrogância, presunção ou mesmo falta de conhecimento técnico.

Para que aspectos negativos como esses não interfiram na sua imagem profissional, é interessante praticar alguns exercícios para melhorar sua comunicação. Isso vai fazer com que todos saiam felizes das interações com o design.

Alguns exercícios são:

1. Tenha um objetivo claro

Quando você não não tem um objetivo claro, suas conversas podem divagar demais e você perde tempo precioso que poderia usar para produzir. Além disso, quando uma conversa não tem um objetivo explícito, você pode se sentir forçado a fazer algo que discorda ou até não ter feedback suficiente para saber o que seu cliente precisa e acabar criando algo que não está de acordo com o objetivo dele e ter sua arte reprovada.

Defina exatamente o que você precisa resolver ao iniciar suas interações com seu cliente, chefe, sócio, ou qualquer outra pessoa. Ao saber o que você espera de uma determinada conversa, fica fácil saber se está no caminho certo e se o design que você está sugerindo atende à demanda necessária.

2. Pergunte as perguntas bobas

Além da clássica “perguntar não ofende”, nenhuma pergunta é boba se você realmente precisa saber a resposta. (Indico este tópico, de um artigo ótimo)

Por vezes deixamos de perguntar coisas simples, como o que é esperado do projeto, qual o problema que precisamos resolver ou até se aquilo que tentamos resolver é realmente um problema. Só depois nos damos conta que desperdiçamos um tempo valioso ao apresentar um resultado negativo ao final do trabalho.

Pessoas interessadas em resolver uma questão da melhor forma sempre estarão dispostas a ter uma conversa mais extensa e esclarecedora para que todos saiam de uma reunião mais aptos a solucionar o problema apresentado.

Lembrem-se: as únicas perguntas estúpidas são as que você não pergunta.

3. Aprenda a falar a língua da pessoa com quem você interage

Conhecer expressões e jargões das pessoas com quem você conversa pode agilizar e facilitar muito o “entender e se fazer ser entendido”. Antes de iniciar uma conversa, tente aprender sobre como cada pessoa fala sobre uma mesma tela ou imagem e perceba as diferentes formas de comunicação, as palavras que essas diferentes pessoas usam para descrever uma mesma funcionalidade ou situação.

Desenvolvedores, investidores, designers, cada um desses grupos tem palavras e jeitos diferentes para se referirem às mesmas coisas. Cada um deles tem objetivos, metas e formas diferentes de se comunicar. Algo que parece óbvio para você pode não ser tão óbvio para outra pessoa. Lembre-se, ao mesmo tempo que você passou estudando para resolver problemas de maneira visual, essas pessoas passaram estudando para aprender outras coisas.

4. Não tenha medo de dizer “não”

Se a sua agenda está lotada ou você percebe que o prazo pedido para uma tarefa não é suficiente, não tenha medo de recusá-la. Você não precisa ser um designer-maravilha, que atende tudo e a todos.

Aceitar tarefas que você não terá condições de executar é muito pior do que talvez frustrar um amigo ou cliente que lhe pede um trabalho. Em uma interação profissional, ambas as partes devem conversar de igual para igual. Então se você não consegue atender seu cliente da forma que julgar melhor, um “não” evita dor de cabeça em refações, prazos curtíssimos ou valores abaixo do mercado.

O “não” pode ser usado também em momentos que o cliente pede algo para satisfazer seu gosto pessoal: se você não está trabalhando exclusivamente com uma marca pessoal, o gosto de quem pede não deveria estar na jogada, mas sim números e resultados. (Indico o tópico “Common communication sins” deste artigo) Nesse caso, você como profissional deve ter autonomia e conhecimento suficientes para poder recusar uma alteração que não faça sentido.

Em geral, entenda que a pessoa com quem você conversa não tem a obrigação de saber tudo. E nem você!

Partindo desses princípios, você terá uma comunicação muito mais efetiva, rápida e certeira para resolver todas as questões com seus clientes, seu chefe, seus amigos e quem mais precisar. Não importa se a conversa é sobre design ou outro tema, com essas dicas, você vai acertar sempre.

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