Qualidade:
"1.500 pejotinha"

Entenda porque algumas agências defendem que qualquer marca pode ser "engraçadalha" nas redes sociais.

Sabe porque algumas agências se doem e vão defender essa coisa de ser descolada, engraçadalha e afins das marcas nas redes sociais? Porque esse profissional, o analista que “saca de meme” e faz piadinhas, é muito mais barato (mil e quinhentos pejotinha) que um profissional com estofo, que entenda de comunicação de forma mais ampla. Porque um bom planejamento é caro. Porque controle de qualidade dá trabalho. Porque conteúdo bom é, na maior parte das vezes, custoso. Como a agência não sente-se obrigada em entregar resultado de verdade (os KPIs são sempre aqueles fáceis de serem coletados, manipulados ou estimulados artificialmente), entrega apenas o pseudo-engajamento relacionado a likes, replys e compartilhamentos isso funciona, afinal profissionais mais baratos significam maior margem de lucro e menor problema com turn overs. São profissionais descartáveis, que podem ser encontrados atrás de "qualquer perfil engraçadinho do Twitter".

E assim o mercado fica cheio de PATOS. É, PATOS. Andam, nadam e voam mas não fazem nenhum dos três com excelência.

A comunicação está se adaptando, evoluindo, seria uma questão de sobrevivência. Sim, é, mas não das marcas e sim dessas agências e desses profissionais. Não conseguem emplacar fees que banquem a estrutura necessária para fazer direito — oras, como entregar direito se não há entrega real? — ou seja, precisam gastar menos já que ganham menos. As marcas podem sobreviver sem serem engraçadalhas. Podem rejuvenescer, podem ampliar mercado, podem se tornar mais sociais de forma inteligente, planejada, coerente, contribuindo de fato pra vida de seus consumidores. Não podem é fazer isso pagando pouco para agências que entregam pouco. Nesse esquema, amigos, recebe-se aquilo pelo que se paga. É preciso acabar com essas lendas de que qualquer um pode ser profissional de Social Media e de que comunicação em Redes Sociais é barata.

Não é!

É mais barata que ir pra TV — e nem sempre, uma mega estrutura de B.I. e SRM pode custar uma fortuna, mas está longe de ser "barata". Não quando envolve uma agência que recolhe impostos, que tem uma estrutura, que valoriza os profissionais, que busca entender o cliente, o produto e o consumidor, que quer apresentar resultados REAIS.

O grande problema, amigos, é que assim estão vendendo o almoço pra comprar a janta. O cliente não será trouxa pra sempre (ou burro, afinal alguns deles sabem que vão receber aquilo pelo que pagam mas continuam nessa toada). Logo ele vai perceber que essa “evolução” vendida pelas agências assim como os números apresentaram por eles são poeira, vão perceber que o dinheiro gasto (mesmo que pouco), a energia depositada (muita, a dinâmica de redes demanda um acompanhamento constante) e o risco (é constante, tudo pode dar merda) não compensam. A agência vai ter que procurar outro trouxa e o mercado vai perder um player que deixará de acreditar em Social Media é realmente essa Coca-cola toda que ouviu falar nos últimos anos.